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Alemanha vai propor criação de "clube do clima" para combater crise climática

Scholz disse que o clube será aberto e "todos os que quiserem contribuir para travar as alterações climáticas são convidados a aderir".
Lusa 21 de Janeiro de 2022 às 11:13
Olaf Scholz
Olaf Scholz FOTO: Reuters
A Alemanha vai propor a criação de um "clube do clima" entre as grandes potências, no âmbito da sua presidência do G7, para combater a crise climática, anunciou esta sexta-feira o chanceler alemão, Olaf Scholz.

"O nosso objetivo é lançar as bases entre os poderes industriais democráticos face ao grande desafio global", disse Scholz numa declaração antes de uma reunião do seu Governo de coligação, em Berlim, citado pela agência espanhola EFE.

A luta contra a emergência climática é um dos objetivos centrais da presidência alemã do G7 (o grupo das sete maiores economias do mundo), a primeira sob a liderança de Scholz, que assumiu a chefia do Governo em dezembro, em coligação com os Verdes e os Liberais.

Scholz pretende que o "clube do clima" integre as grandes potências emissoras, sendo a adesão dos Estados Unidos vista como essencial.

"O nosso objetivo é uma ação coordenada para combater a crise climática", disse Scholz, que discutirá a questão com os seus parceiros de coligação para tentar elaborar um roteiro durante a presidência do G7 em junho, na cidade de Elmau, no sul da Baviera.

Scholz disse que o clube será aberto e "todos os que quiserem contribuir para travar as alterações climáticas são convidados a aderir".

Desta forma, o "clube do clima" poderá integrar outros países além dos que formam o G7, o grupo dos países mais industrializados, constituído por Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Estados Unidos, Japão e Canadá.

Scholz retoma assim um objetivo já estabelecido pela anterior coligação entre o bloco conservador de Angela Merkel e o seu Partido Social Democrata (SPD), de forma a atrair outros grandes emissores de dióxido de carbono (CO2), incluindo a China.

Em novembro, cerca de 200 países aprovaram o Pacto Climático de Glasgow, na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, conhecida por COP26, que reafirmou a ambição do Acordo de Paris, de 2015, de manter o aumento da temperatura a 1,5ºC (graus celsius).

Para isso, é necessário reduzir as emissões de dióxido de carbono em 45% até 2030, em relação a 2010.

De acordo com dados da organização britânica Carbon Brief, os Estados Unidos, a China e a Rússia são os maiores responsáveis pelas emissões de CO2, sobretudo devido à queima de combustíveis fósseis, seguidos de Brasil e Indonésia pelo uso da terra nestes dois países, em particular desmatamentos e queimadas.

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