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Correio da Manhã

Mundo
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Aliados dos EUA entre alvos do software de vigilância Pegasus

Mais de 1400 utilizadores do WhatsApp podem ter sido visados por sistema espião da israelita NSO.
Francisco J. Gonçalves 25 de Julho de 2021 às 10:06
Governos que usaram o software para espiar altos responsáveis próximos de Washington não foram revelados
Governos que usaram o software para espiar altos responsáveis próximos de Washington não foram revelados FOTO: Lusa/Epa/MICHAEL REYNOLDS
Novas revelações sobre o polémico sistema de vigilância Pegasus indicam que altos responsáveis de todo o Mundo aliados dos EUA foram visados por diversos governos com recurso a esse software espião da empresa israelita NSO.

Will Cathcart, diretor-executivo do WhatsApp, revelou pormenores dos mais de 1400 utilizadores daquela aplicação de troca de mensagens que foram visados por um ataque em 2019. As semelhanças flagrantes entre esse ataque e o modo de funcionamento do Pegasus, revelado na semana passada por um consórcio de jornalistas, preocupam as grandes empresas tecnológicas e estão a merecer já debate político. O WhatsApp processou a NSO, mas o caso chegou a um beco sem saída quanto ao apuramento de responsabilidades. Deveria ser culpada a empresa ou os clientes?

Os governos que terão visado os aliados dos EUA não foram revelados, mas recaem suspeitas sobre a China. O presidente dos EUA, Joe Biden, condenou recentemente os ataques cibernéticos de Pequim, mas sem referir um software específico. Abordou também o caso com o homólogo russo, Vladimir Putin, mas sem acusar o país e sim grupos que operam a partir da Rússia.

pormenores
Imputar responsabilidades
O caso do Pegasus está a suscitar aceso debate político. Em causa está saber se governos e agências de espionagem que financiam o desenvolvimento desse tipo de tecnologia devem deixar de fazê-lo e também em que medida são responsáveis pelas violações de privacidade.

NSO defende o sistema
A empresa israelita NSO, criadora do Pegasus, desafiou o WhatsApp e os outros críticos a revelarem alternativas legais para as agências de segurança “evitarem atos de pedófilos, terroristas e criminosos que usam plataformas encriptadas”.
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