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AMI investiu 2,4 milhões de euros no Sri Lanka

Apoio nos últimos dez anos, após o tsunami de 26 de dezembro de 2004.
22 de Dezembro de 2014 às 07:27
Os portugueses tiveram uma "forte reação emocional" ao desastre
Os portugueses tiveram uma 'forte reação emocional' ao desastre FOTO: Thomas White/Reuters

A Assistência Médica Internacional (AMI) investiu 2,4 milhões de euros no Sri Lanka nos últimos dez anos, após o tsunami de 26 de dezembro de 2004, em apoio social, nomeadamente junto dos lusodescendentes, disse o presidente da organização.


Dez anos depois da catástrofe, o Sri Lanka é hoje "um outro país", muito diferente daquele que Fernando Nobre, fundador da AMI, encontrou no dia 28 de dezembro de 2004, dois dias depois do tsunami no Oceano Índico que fez pelo menos 280 mil mortos.


Os portugueses tiveram uma "forte reação emocional" ao desastre e a AMI conseguiu recolher donativos suficientes para fazer "um trabalho sustentável de continuidade", descreveu o responsável da fundação, que celebra este mês 30 anos de existência.

Fernando Nobre acredita que o facto de o acidente ter vitimado milhares de ocidentais, incluindo portugueses, fez com que o assunto se mantivesse durante "quase três semanas" na abertura dos telejornais, o que gerou uma onda inédita de ofertas de fundos.

"Um peso histórico"

Na última década, a AMI manteve-se como a única instituição portuguesa no Sri Lanka, país onde Portugal "tem um peso histórico" - Fernando Nobre recordou que a antiga Taprobana foi referida pelo poeta Luís Vaz de Camões na obra 'Os Lusíadas'. No país ainda existe uma comunidade de cerca de cinco mil lusodescendentes, que falam um crioulo baseado na língua portuguesa e ainda mantêm apelidos portugueses.

A organização apoia naquele país, "desde a primeira hora", um orfanato, a cerca de 70 quilómetros a sul de Colombo e, na capital, tem financiado uma instituição que promove o diálogo inter-religioso, enquanto na costa leste, onde se concentram os lusodescendentes, a AMI criou a fundação Sri Lanka Portuguese Burgher, com um grande centro social e cultural.

Na resposta de emergência ao desastre, a fundação AMI gastou perto de um milhão de euros no transporte de equipas médicas e voluntários, além de dez toneladas de alimentos, equipamentos e ajuda.

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