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Anda a consumir muito álcool? Conheça os sinais que o seu corpo lhe dá e saiba se está na hora de reduzir

Portugueses são líderes mundiais no consumo tendo cada português com mais de 15 anos bebido em 2020 mais de 50 litros de vinho.
Correio da Manhã 30 de Abril de 2021 às 12:55
Vinho
Vinho FOTO: Getty Images
Portugal manteve no ano passado o estatuto de país do mundo com o consumo de vinho por habitante mais elevado, apesar de uma ligeira quebra de 0,6% no volume de vinho consumido, indicou o mais recente relatório da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Em termos de consumo global, assistiu-se a uma quebra de 3%, para os 234 milhões de hectolitros, o valor mais baixo desde 2002. Em 2020, cada português com mais de 15 anos consumiu, em média, 51,9 litros de vinho, superando os italianos, que consumiram 46,6 litros per capita. 

Mas será que andamos a consumir demasiado álcool? Luke Pratsides, chefe da medicina geral no Reino Unido, revelou alguns dos sinais que o seu corpo lhe dá que indicam que deve começar a reduzir no consumo. Há sinais visíveis de que estamos a começar a ficar dependentes do álcool, nomeadamente: peso, mudanças na pele, infecções bacterianas repetidas e hematomas com facilidade. 

No que à pele diz respeito, esta pode ficar opaca e aparentar cansaço. O consumo excessivo prolongado pode ainda prejudicar o sistema imunológico e, eventualmente, levar a infecções crónicas da pele ou pele amarela como consequência de danos no fígado. Outros sinais cutâneos são a pele seca, escurecimento da pele ao redor dos olhos devido à desidratação e falta de sono. 

Pode ainda notar-se um rubor ao redor do nariz e bochechas e o corpo pode deixar de ter capacidade para curar infeções.

Relativamente aos hematomas que surgem facilmente, estes são sinal de que está a consumir em excesso. "Significa que o fígado não está a ser capaz de funcionar normalmente", aponta o clínico. 

Outro dos possíveis sintomas é a dormência no corpo, em particular nas mãos e pés. "É conhecido como neuropatia alcoólica e ocorre quando certos tipos de nervos são danificados devido ao excesso de álcool, resultando em diminuição da sensação das mãos e pés", explicou.

Problemas de estômago também podem ocorrer devido ao aumento de ácido no estômago. "Os sintomas iniciais podem ser refluxo ácido ou azia, pois o excesso de ácido sobe pelo esófago, causando um desconforto e sensação de queimadura no peito ou na garganta", disse. Com o tempo, o ácido pode irritar e corroer o revestimento do estômago, levando a úlceras estomacais. 

Relativamente ao peso, pode aumentar ou diminuir: "Nos estágios iniciais do alcoolismo, algumas pessoas podem ganhar peso porque o álcool contém um grande número de calorias, que muitas vezes são metabolizadas no corpo como açúcar", explica. Por outro lado, em algumas pessoas beber muito álcool de forma mais regular pode levar o estômago e a mente à sensação de saciedade devido à adulteração de certas hormonas que estão envolvidas no apetite. 

A azia e as infecções bacterianas também são sinal de excesso, conclui o médico.

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