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Correio da Manhã

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Apoiantes de Donald Trump invadem Capitólio

Milhares de pessoas atacaram a polícia, forçaram as barreiras de segurança e entraram na sede do Congresso dos EUA.
Francisco J. Gonçalves 7 de Janeiro de 2021 às 01:30
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
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Apoiantes de Trump invadem Capitólio
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Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
Apoiantes de Trump invadem Capitólio
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Apoiantes de Trump invadem Capitólio
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Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Grupo armado invadiu Capitólio nos EUA contra o confinamento
Milhares de apoiantes de Donald Trump atacaram esta quarta-feira a polícia e invadiram o Capitólio dos EUA, forçando a interrupção da sessão do Congresso que certificaria a vitória de Joe Biden nas presidenciais. O edifício teve de ser evacuado, à medida que a multidão vencia as frágeis barreiras policiais, partindo janelas e forçando portas para entrar no recinto.

Centenas de pessoas, com bandeiras de apoio a Trump e muitas delas com capacetes militares e camuflados, conseguiram mesmo invadir gabinetes de congressistas e nem a ameaça de uso da força por parte da escassa força policial do Capitólio os impediu de aceder às salas onde pouco antes decorria a sessão solene que devia formalizar a eleição de Biden.

A invasão fez vários feridos, entre os quais uma mulher que estava esta quarta-feira em estado crítico. A segurança teve mesmo de usar a ameaça de armas para travar a invasão da Câmara de Representantes enquanto os congressistas eram retirados. Foram também disparadas granadas de gás lacrimogéneo. Noutras partes da capital, a polícia foi chamada para desarmar o que se dizia serem bombas artesanais.

A Guarda Nacional e a polícia de intervenção só tardiamente foram chamadas para reforçar a frágil segurança do Capitólio e controlar uma multidão que manteve, até ao cair da noite, o cerco ao edifício símbolo da democracia dos EUA. À hora de fecho desta edição a situação mantinha-se tensa, com as forças da ordem incapazes de afastar os manifestantes que ocupavam ainda partes do edifício.

Foi decretado o recolher obrigatório em Washington mas desconhece-se quando e onde será retomada a sessão do Congresso esta quarta-feira interrompida.

Democratas vencem e garantem controlo do Senado
Os democratas venceram a segunda volta das eleições para o Senado na Geórgia, garantindo desta forma o controlo daquela câmara e assegurando um caminho mais facilitado para a aplicação da agenda legislativa de Joe Biden.

Raphael Warnock, o pastor batista que enfrentava a republicana Kelly Loeffler, foi declarado vencedor com mais de 50 mil votos de vantagem, enquanto o seu colega de partido Jon Ossoff bateu o republicano David Perdue por cerca de 25 mil votos. A reduzida diferença entre os dois últimos levou a que várias televisões hesitassem de início em atribuir-lhe a vitória apesar de o próprio já se ter declarado vencedor, mas acabaram por fazê-lo ao cair da noite, quando a diferença para Perdue ultrapassou os 0,5%.

Os democratas ficam assim com 50 lugares no Senado, os mesmos dos republicanos, mas terão a maioria graças ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

Alguns republicanos não perderam tempo a responsabilizar o presidente Trump pelo descalabro nas urnas. "Esta derrota recai inteiramente nos ombros do presidente e nas suas ações desde 3 de novembro", afirmou Gabriel Sterling, dirigente republicano da Geórgia, enquanto o senador Mitt Romney constatou: "Parece que dizer às pessoas que a eleição está viciada não é a melhor forma de convencer os eleitores."

"As palavras de um presidente podem inspirar ou instigar"
"A nossa democracia está a ser alvo de um assalto sem precedentes". Foi assim que o presidente eleito, Joe Biden, condenou a invasão ao Capitólio. Criticou igualmente Trump, que instigou a violência e resistiu a condená-la. "As palavras de um presidente importam. Podem inspirar ou podem instigar", afirmou, acusando os manifestantes que invadiram o Capitólio de "insurreição".

Trump instigou revolta para "travar o roubo"
Poucas horas antes da invasão do Capitólio, Donald Trump falou aos seus apoiantes em Washington para repetir que a eleição lhe foi "roubada pelos radicais democratas" e para os instigar a agir para "travar o roubo". Depois, com a violência já a crescer, recusou vir a público condenar a invasão e quando o fez foi para repetir: "Percebo a vossa revolta. São tempos difíceis. Amo-vos, mas é tempo de ir para casa em paz".
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