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Ataque a tiro contra vereador do Rio de Janeiro faz dois mortos e quatro feridos

Zico Bacana é candidato à reeleição nas municipais do próximo dia 15, e fazia campanha quando ocorreu o incidente.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 3 de Novembro de 2020 às 17:43
Vereador do Rio de Janeiro Jair Barbosa Tavares, conhecido como Zico Bacana
Vereador do Rio de Janeiro Jair Barbosa Tavares, conhecido como Zico Bacana FOTO: Direitos reservados

Um ataque a tiro levado a cabo na noite desta segunda-feira contra o vereador do Rio de Janeiro Jair Barbosa Tavares, conhecido como Zico Bacana, deixou duas pessoas mortas e quatro feridas naquela cidade brasileira, além do parlamentar. Zico, que é candidato à reeleição nas municipais do próximo dia 15, fazia campanha junto ao "Bar do Xuxa", no bairro Ricardo de Albuquerque, quando os atiradores chegaram de repente num carro e começaram a disparar usando fuzis de guerra.

No relato que fez na esquadra durante a madrugada desta terça-feira, o vereador contou que, quando estava a conversar com eleitores à porta do bar perto das 20 horas, percebeu que os ocupantes de um carro que tinha acabado de estacionar estavam armados com armas longas de grosso calibre e se atirou ao chão, já prevendo um atentado. Ele foi atingido na cabeça de raspão antes de ter conseguido proteger-se com o próprio carro, ao qual estava encostado, e depois do ataque foi medicado no Hospital Carlos Chagas, no bairro Marechal Hermes.

De acordo com a polícia, o carro do vereador foi atingido por ao menos 15 projéteis de arma de guerra. O parlamentar municipal só não foi crivado de balas porque o automóvel é blindado e evitou que ele fosse atingido por outras balas além da que o feriu levemente na cabeça.

Outras duas das cerca de 50 pessoas que o rodeavam não tiveram a mesma sorte e morreram, tendo ainda outras quatro ficado feridas e sido levadas para o mesmo hospital. Uma das vítimas fatais, que não teve a identidade revelada pela polícia, segundo as autoridades era um homem supostamente ligado ao tráfico de droga da região.

Por isso a polícia não confirmou se o alvo do atentado era o vereador ou o homem ligado ao tráfico, supostamente membro da fação criminosa Comando Vermelho. Jair Barbosa Tavares, um ex-cabo da Polícia Militar, foi acusado em 2008 de ser membro de uma milícia armada que age na região, perto do Morro do Chapadão, uma das áreas mais violentas do Rio de Janeiro, mas não foi incriminado por falta de provas.
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