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Ataque israelita atinge centro da Síria que produziria armas químicas

Exército sírio já tinha divulgado o ataque a uma posição militar situada a norte da localidade de Masiaf, na província central de Hama.
Lusa 7 de Setembro de 2017 às 12:20
Síria
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O ataque aéreo israelita de hoje no centro da Síria atingiu uma instalação militar científica, onde seriam produzidas armas químicas, e causou dois mortos, disse à agência EFE o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Rami Abdel Rahmane referiu que o bombardeamento atingiu o Centro de Investigação e Estudos Científicos da Síria (SSRC), considerado nos Estados Unidos como "a agência governamental síria responsável por desenvolver e produzir armas não convencionais".

Segundo Rahmane, o ataque atingiu também um quartel das forças governamentais sírias e dos seus aliados, assim como um depósito de mísseis terra-terra.

O exército sírio já tinha divulgado o ataque a uma posição militar situada a norte da localidade de Masiaf, na província central de Hama.

Israel, que já realizou ataques clandestinos a alvos militares na Síria, não quis comentar.

Um antigo chefe das informações militares israelitas, Amos Yadlin, afirmou nas redes sociais que o complexo atingido produzia "armas químicas e barris explosivos que mataram milhares de civis sírios", mas não disse se Israel realizou o ataque aéreo.

Os Estados Unidos acusaram o SSRC de produzir gás sarin, arma química utilizada no ataque à localidade síria de Khan Sheikhun a 04 de abril, que causou mais de 80 mortos, a maioria mulheres e crianças.

Investigadores da ONU disseram na quarta-feira pela primeira vez que o governo sírio foi responsável por aquele ataque, acusando Damasco de "crime de guerra".

O regime de Bashar al-Assad considerou uma "maquinação" as acusações de recurso à arma química em Khan Sheikhun e o exército sírio não faz qualquer referência ao SSRC no seu comunicado de hoje.

Damasco afirmou por diversas vezes que entregou todos os seus 'stocks' de armas químicas, no quadro de um acordo concluído em 2013 sob o patrocínio da Rússia.

Mas em 2016, dois relatórios de investigadores da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) concluíram que Damasco realizou três ataques com gás de cloro em 2014 e 2015 no norte da Síria.
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