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Atriz Olivia de Havilland de "E tudo o Vento Levou" morre aos 104 anos

Atriz era a última artista viva do elenco do icónico filme datado de 1939.
Correio da Manhã e Lusa 26 de Julho de 2020 às 17:32
Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
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Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
Olivia de Havilland
A atriz Olivia de Havilland, do filme épico "E Tudo o Vento Levou", morreu este domingo aos 104 anos, em Paris, França, onde vivia há várias décadas, noticiou a imprensa local, que cita a publicitária nova-iorquina Lisa Goldberg.

Em "E Tudo o Vento Levou", de 1939, filme que ganhou 10 Óscares e tem como pano de fundo a Guerra Civil Americana, Olivia de Havilland dá corpo a Melanie Hamilton Wilkes, cunhada de Scarlett O'Hara, filha de um latifundiário.

Contudo, foi o seu desempenho em "Lágrimas de Mãe" (1946) e em "A Herdeira" (1949) que lhe valeu o Óscar de Melhor Atriz, atribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. 

Em 1948, Olivia de Havilland recebeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Veneza, pela sua prestação no filme "O Fosso das Víboras", em que interpreta uma jovem mulher internada num manicómio.

Em 2015, no Festival de Cannes, foi distinguida com o Prémio Honorário.

A atriz ficou igualmente conhecida por contracenar com o ator Errol Flynn em vários filmes, como "As Aventuras de Robin dos Bosques" (1938).

Filha de pais britânicos (a mãe era também atriz e o pai advogado), Olivia de Havilland nasceu em Tóquio, no Japão, em 01 de julho de 1916.

Aos 3 anos, após a separação dos pais, foi viver com a mãe e a irmã para a Califórnia, nos Estados Unidos.

A irmã, Joan Fontaine, que morreu em 2013, aos 96 anos, também era atriz, tendo sido laureada com um Óscar pela sua interpretação em "Suspeita", do mestre do 'suspense' Alfred Hitchcock. 

Desde a década de 1950 que Olivia de Havilland vivia em Paris.

Em 2010, o ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy distinguiu-a com a Legião de Honra, dois anos depois de os Estados Unidos lhe terem atribuído a Medalha Nacional de Artes. 

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