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"Erro humano ou técnico" na origem do bloqueio do navio no Canal do Suez

Autoridade descarta que vento forte seja causa principal do encalhamento do cargueiro.
Lusa 27 de Março de 2021 às 15:09
Tráfego marítimo suspenso para retirar navio porta-contentores preso no Canal do Suez no Egito
Tráfego marítimo suspenso para retirar navio porta-contentores preso no Canal do Suez no Egito FOTO: Reuters
O presidente da Autoridade do Canal do Suez, Osama Rabie, disse este sábado não poder dizer quando este importante canal marítimo, bloqueado desde terça-feira pelo porta-contentores "Ever Given", será desbloqueado.

"É difícil avançar uma data para resolver o problema", disse Rabie numa conferência de imprensa na sede daquela Autoridade, na cidade de Ismailia, naquela que foi a sua primeira aparição pública perante os jornalistas.

Osama Rabie afirmou-se, ainda assim, otimista quanto à possibilidade de o enorme navio ser desencalhado pelos 14 rebocadores que desde sexta-feira o tentam mover, embora tal esteja dependente de uma maré favorável.

O responsável da Autoridade egípcia do Canal de Suez avançou ainda que as fortes rajadas de vento não foram a principal razão para que a embarcação tenha encalhado: "Fortes rajadas de vento e fatores meteorológicos não são as únicas razões principais para o encalhe do navio. Outros erros, humanos ou técnicos, também podem ter acontecido", disse.

Desde terça-feira que está encalhado no Canal de Suez um barco porta-contentores, o "Ever Given", com 400 metros de comprimento e uma capacidade superior a 200 mil toneladas, que bloqueou esta rota entre os mares Mediterrâneo e Vermelho, deixando mais de 230 navios à espera para poderem avançar.

Um relatório da seguradora francesa Euler Hermes, filial da alemã Allianz, estima que o encerramento do canal pode custar ao comércio internacional, por dia, entre seis mil milhões e dez mil milhões de dólares (entre 5.100 milhões e 8.500 milhões de euros).

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