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Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária

Outras quatro pessoas ficaram feridas com gravidade e tiveram de ser retiradas de helicóptero para serem hospitalizadas.
Lusa 16 de Novembro de 2021 às 00:02
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Autoridades espanholas retiram dois mortos de barco à deriva na Gran Canária
Dois migrantes foram esta segunda-feira encontrados mortos a bordo de uma embarcação à deriva ao largo da ilha de Gran Canária, em Espanha, informou a guarda costeira espanhola, contabilizando ainda quatro pessoas em estado grave.

De acordo com as autoridades espanholas, o barco transportava 42 pessoas de origem magrebina, incluindo uma mulher, e encontrava-se a cerca de 180 quilómetros ao sul da ilha, no arquipélago das Canárias.

A embarcação havia saído de Dakhla, no Saara Ocidental, segundo disse à agência de notícias AFP à guarda costeira.

Dois homens foram encontrados mortos dentro do barco e quatro pessoas feridas com gravidade tiveram de ser retiradas de helicóptero para serem hospitalizadas, enquanto a operação de salvamento decorria na noite desta segunda-feira.

Os restantes passageiros, de acordo com as autoridades, deverão ser encaminhados para o porto de Arguineguin, no sul da ilha de Gran Canaria.

A rota da África Ocidental, que atravessa o oceano Atlântico e a costa oeste de África até às Canárias, é conhecida por ser extremamente perigosa, por causa das fortes correntes marítimas.

Mesmo com tais perigos, esta rota tem atraído cada vez mais migrantes, sobretudo provenientes de países da África subsaariana, que desejam chegar ao território europeu, a grande maioria a bordo de embarcações muito precárias e sobrelotadas.

No sábado passado, sete pessoas foram encontradas mortas a bordo de uma embarcação naufragada ao largo da ilha Gran Canária, Espanha, e uma oitava morreu em terra.

Os ocupantes da embarcação, 62 no total, de origem magrebina, andaram à deriva durante pelo menos uma semana, indica a AFP.

Três dos ocupantes foram transportados para o hospital de helicóptero e vários outros foram hospitalizados depois de chegarem ao porto de Arguineguín, na Gran Canária, segundo precisaram os serviços de resgate.

No total, pelo menos 898 morreram ao tentar fazer a travessia marítima até às Canárias desde o início do ano, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Pelo menos 14.720 migrantes chegaram de forma irregular às ilhas Canárias entre 01 de janeiro e 15 de outubro, quase o dobro face ao mesmo período do ano passado, de acordo com os últimos dados do Ministério do Interior espanhol.

No entanto, a guarda costeira marroquina tem prestado assistência desde sexta-feira a cerca de 330 migrantes "em dificuldade a bordo de vários barcos improvisados" no Atlântico e no Mediterrâneo, adiantou hoje a agência de notícias de Marrocos, MAP, citando fonte militar.

Entre os 331 migrantes resgatados, encontram-se 248 pessoas da África subsaariana, 80 marroquinos, dois "asiáticos" e um sudanês, detalhou a mesma fonte.

Os passageiros "receberam os primeiros socorros a bordo das unidades da Marinha Real antes de serem transportados para os portos mais próximos", sendo depois entregues aos elementos policiais para "os procedimentos administrativos habituais", acrescenta, sem adiantar muitos pormenores.

Na semana passada, perto de Rabat, pelo menos quatro migrantes marroquinos que tentavam chegar à Europa, incluindo duas mulheres jovens, morreram no mar.

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