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Barbra Streisand diz que alegado abuso sexual de Michael Jackson a crianças "não as matou"

Cantora está a gerar revolta após declarações polémicas em que culpa os pais das vítimas pelos abusos.
24 de Março de 2019 às 07:47
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Michael Jackson
Wade Robson tinha sete anos quando conheceu Michael Jackson
Michael Jackson
Michael Jackson
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Michael Jackson
Wade Robson tinha sete anos quando conheceu Michael Jackson
Michael Jackson
Michael Jackson
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Barbra Streisand
Michael Jackson
Wade Robson tinha sete anos quando conheceu Michael Jackson
Michael Jackson
Michael Jackson
"Não os matou". Foi assim que a cantora Barbra Streisand se referiu aos alegados abusos sexuais de Michael Jackson a crianças.

As controversas declarações da cantora foram feitas numa entrevista ao jornal Times, onde ela foi questionada sobre o documentário 'Leaving Neverland', no qual Wade Robson e James Safechuck descrevem ao pormenor as alegações de abuso sexual por parte de Jackson.

A cantora e atriz disse que acredita nos dois homens, mas quando questionada sobre como ela lida com a imagem que tinha do homem que conhecia com o homem descrito no documentário, disse: "As suas necessidades sexuais eram as suas necessidades sexuais, vindas de qualquer infância que ele tivesse ou qualquer outro ADN que ele tenha".

Barbra foi mais longe e afirma que as crianças estavam na companhia de Michael pela figura que ele era e estavam entusiasmadas por estarem na sua companhia.

"Pode dizer que foi abuso sexual, mas estas crianças ficaram emocionadas por estar lá", disse acrescentando: "Ambos casaram e ambos têm filhos, então isto não os matou".

Na entrevista, Streisand disse ainda sentir uma dualidade de sentimentos, dizendo que se sentiu mal tanto pelas vítimas quanto por Jackson, e culpou os pais por deixarem os filhos dormirem com ele.

Os comentários da cantora inflamaram as redes sociais com indignação e raiva. Muitos utilizadores acusam Barbra de culpar a vítima e ser ignorante sobre os efeitos do abuso sexual.

Este sábado, a cantora decidiu pedir desculpa através das redes sociais. "Quero pedir as minhas mais profundas desculpas por qualquer sofrimento ou mal-entendido que tenha causado ao não escolher as minhas palavras com mais cuidado sobre Michael Jackson e as suas vítimas, porque as palavras impressas não refletem os meus verdadeiros sentimentos. Não quis de forma alguma desvalorizar o trauma que estes rapazes passaram. Como todos os sobreviventes de abuso sexual, eles terão de viver com isto para o resto das suas vidas. Sinto remorsos e espero que o James e Wade saibam que eu respeito-os verdadeiramente e admiro-os por terem dito a verdade", escreve a cantora. 




No documentário 'Leaving Neverland' há descrições explícitas de sexo oral, relatos de masturbações e cuecas ensanguentadas. 

Sãos duas as partes que dividem este documentário de quatro horas que coloca dois lados da história em perspectiva. De um lado está Michael Jackson, no pico da fama enquanto ‘rei da pop’, do outro dois homens, na altura pré-adolescentes.

Muitos fãs de Michael Jackson, que morreu a 25 de junho de 2009, aos 50 anos, assumem-se divididos quanto ao legado do artista e multiplicam-se apelos ao boicote às suas canções.

A ‘Rolling Stone’ destacou que este documentário "é difícil de ver e ainda mais difícil de ignorar".
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