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Correio da Manhã

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Biden pune Rússia por ataques informáticos

Além do governo, as sanções visam 32 entidades e indivíduos por atividades para interferir nas Presidenciais de 2020.
Francisco J. Gonçalves 16 de Abril de 2021 às 08:26
Biden assinou ordem executiva, que dispensa o aval do Congresso
Biden assinou ordem executiva, que dispensa o aval do Congresso FOTO: Andrew Harnik / EPA
O presidente dos EUA anunciou esta quinta-feira um novo pacote de sanções muito duras contra a Rússia e ordenou também a expulsão de dez diplomatas russos classificados como espiões. Joe Biden responsabiliza a espionagem russa pelos ataques informáticos a agências governamentais e empresas norte-americanas e também pela ingerência nas Presidenciais de 2020, além de outros atos contrários aos interesses norte-americanos.

Biden explicou o motivo das sanções, aplicadas por ordem executiva do presidente. “Determinei que as atividades do governo da Federação Russa constituem uma ameaça extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”, afirmou o presidente, culpando a Rússia de forma explícita, pela primeira vez, pelo ataque cibernético do ano passado à empresa SolarWinds. O governo de Vladimir Putin é igualmente punido, explicou Biden, por instar os radicais talibã a atacarem tropas dos EUA no Afeganistão.

Além do governo, as sanções visam também 32 entidades e cidadãos russos pela implicação nos esforços de manipulação das Presidenciais de 2020.

No mês passado, os EUA aplicaram sanções a sete responsáveis russos pelo envenenamento do opositor Alexei Navalny.

A Rússia reagiu desde já, afirmando que responderá na mesma moeda e mandando chamar o embaixador dos EUA para pedir explicações sobre o que chamou “o comportamento agressivo” de Washington.

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