Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Bolsonaro diz que se faz de "machão" mas que chora escondido na casa de banho

Presidente brasileiro confessou que nem a sua própria mulher, Michelle Bolsonaro, sabia disso até agora.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 15 de Outubro de 2021 às 18:35
presidente brasileiro, Jair Bolsonaro
presidente brasileiro, Jair Bolsonaro FOTO: Reuters

Numa declaração surpreendente, que apanhou de surpresa até as pessoas mais próximas a ele, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, confessou que costuma chorar na casa de banho do Palácio da Alvorada, em Brasília, onde vive com a família. Durante mais um dos muitos encontros que costuma ter com movimentos evangélicos, uma das suas principais bases de sustentação política, o presidente confessou que chora escondido e que nem a sua própria mulher, Michelle Bolsonaro, sabia disso até agora.

"Quantas vezes eu choro sozinho no banheiro (casa de banho) de casa. Minha esposa, Michelle Bolsonaro, nunca viu. Ela acha que eu sou o "machão dos machões", desabafou o governante, que em público gosta de se apresentar como um homem que não tem medo de nada nem de ninguém e é conhecido pela sua agressividade extrema.

Na continuação do seu desabafo, Jair Bolsonaro complementou que chorar na casa de banho é um reflexo das mágoas e das responsabilidades do cargo de chefe de Estado. Ao longo destes quase três anos de mandato, tem-se queixado amiúde de que governar o Brasil é um fardo muito pesado e que para cada lado que se vira surge um problema ainda maior do que o anterior.

"O que me faz agir dessa maneira? É que eu não sou mais um deputado. Se ele (um deputado) errar um voto, pode não influenciar em nada, é só um voto em 513 (o número de deputados federais no Brasil). Mas uma decisão minha mal tomada, muita gente sofre. Mexe na Bolsa, no dólar, no preço do combustível", continuou o presidente brasileiro, que costuma repetir não estar preparado para o cargo mas que se encontra em plena campanha e fora de época para tentar a reeleição nas presidenciais do próximo ano.
Ver comentários