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Bolsonaro internado com dores abdominais recupera subitamente e afasta necessidade de cirurgia

Presidente brasileiro foi transferido de urgência para um hospital em São Paulo, devido à gravidade e complexidade do caso.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Julho de 2021 às 11:33
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Jair Bolsonaro diagnosticado com obstrução intestinal culpou ataque à faca de 2018 pelo estado de saúde

Numa recuperação vertiginosa, que surpreendeu até especialistas na área, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, internado esta quarta-feira num hospital de Brasília com fortes dores abdominais e transferido de urgência para um hospital em São Paulo, supostamente devido à gravidade e complexidade do caso, melhorou subitamente esta quinta-feira. Jair Bolsonaro, que na noite de quarta-feira parecia tão mal que foi tirado de maca do avião que o levou a São Paulo e colocado com todo o cuidado na ambulância que o levou ao Hospital Vila Nova Star, esta quinta-feira já andava pelos corredores da unidade de saúde e até entrou no quarto de outras pessoas internadas, como se não houvesse Covid-19.

Bolsonaro deu entrada no final da madrugada de quarta-feira no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, depois de sentir dores fortes no abdomen. A suposta delicadeza do estado de saúde do presidente fez com que fosse chamado a Brasília o famoso cirurgião gástrico António Luiz de Macedo, que já o operou e estava em São Paulo, e que após diagnosticar uma grave obstrução intestinal ordenou a imediata transferência do chefe de Estado para a capital paulista, onde, em princípio, seria submetido a uma cirurgia e poderia até ter de tirar parte do intestino.

Mas, poucas horas após dar entrada no luxuoso hospital de São Paulo, Jair Bolsonaro melhorou e muito, e o próprio médico afirmou no final da tarde desta quinta-feira que a necessidade da cirurgia tinha sido afastada. Segundo comunicado do Hospital Vila Nova Star, o quadro de Bolsonaro tinha evoluído tanto que os médicos já lhe tinham retirado a sonda gástrica e a alimentação sólida deve voltar a ser administrada esta sexta, uma situação pouco comum para o que 24 horas antes parecia ser um quadro tão grave.

Num outro desdobramento que também chamou muito a atenção, filhos de Jair Bolsonaro, ministros e outros aliados do presidente, assim que o internamento dele foi anunciado iniciaram uma intensa campanha nas redes sociais e na imprensa apresentando o presidente brasileiro como uma espécie de mártir do comunismo e da violência da esquerda, e o próprio governante publicou uma foto sua sem camisa deitado numa cama de hospital, ligado a diversos equipamentos médicos e com respiração artificial. Todos eles avançaram que a obstrução intestinal do presidente e a nova cirurgia, que agora os médicos afastaram, era mais uma consequência do ataque à faca que Bolsonaro sofreu em Setembro de 2018 durante a campanha para as presidenciais de 2018, que ele venceu, e ligando o suposto atentado político à esquerda e ao ex-presidente Lula da Silva, que nas sondagens para as presidenciais do próximo ano surge com enorme vantagem sobre o atual governante.

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