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Brasileiros rejeitam novas ‘aventuras’ nas eleições municipais

Candidatos apoiados por Bolsonaro preteridos na corrida para as capitais de estado.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Novembro de 2020 às 08:31
Milhares de brasileiros foram ontem às urnas, em todo o país, para eleger autarcas de 5569 municípios
Milhares de brasileiros foram ontem às urnas, em todo o país, para eleger autarcas de 5569 municípios FOTO: Reuters
Depois de em 2018 terem apostado na mudança, elegendo Jair Bolsonaro presidente e desconhecidos como governadores estaduais, nas municipais deste domingo os brasileiros rejeitaram novas aventuras e preferiram a experiência. Várias sondagens davam este domingo favoritismo a governantes em exercício.

Dos 13 autarcas de capitais de estado que concorreram à reeleição, nove surgiam bem à frente dos concorrentes em São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis, Palmas, Porto Velho, Curitiba, Campo Grande, Natal e Aracaju. No Rio de Janeiro, o bispo da IURD, Marcelo Crivella – atual autarca e a aposta de Bolsonaro –, enfrentava este domingo muitas dificuldades face ao antecessor Eduardo Paes, que mesmo com denúncias de irregularidades na gestão ganhava vantagem face ao rival.

Uma análise mais alargada atesta o regresso da preferência dos brasileiros por partidos e políticos tradicionais, rejeitados em 2018. E mostra que, dos 82 candidatos a autarca mais bem colocados nas capitais dos 26 estados que elegeram gestores este domingo (Brasília, por ter o estatuto de cidade-estado é gerida por um governador e não por um autarca), só quatro são novatos. A tendência é que partidos e políticos moderados sejam os grandes vencedores.

A gestão da pandemia, que no país já infetou 5,8 milhões de pessoas e matou mais de 165 mil, foi preponderante na inflexão de voto dos brasileiros. Os autarcas candidatos à reeleição que este domingo ostentavam o maior favoritismo, como Alexandre Kalil, em Belo Horizonte, e Bruno Covas, em São Paulo, foram os que mais se destacaram nas medidas de proteção à população no pico da pandemia.
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