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Câmara dos Representantes dos EUA vota plano de ajuda económica esta sexta-feira

Intenção é aliviar uma economia que está a evoluir para uma recessão.
Lusa 27 de Março de 2020 às 07:10
Trump é acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso
Donald Trump
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Donald Trump
A Câmara dos Representantes dos EUA debate e vota esta sexta-feira um plano histórico de dois biliões de dólares (1,8 biliões de euros) de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia da covid-19.

Apoiado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e após difíceis negociações entre os senadores e a Casa Branca, o texto foi adotado já pelo Senado [câmara alta do Congresso] com o apoio de Democratas e Republicanos.

Este plano é hoje votado pela Câmara dos Representantes, controlada pelos Democratas, antes de ser promulgado por Trump.

A intenção é aliviar uma economia que está a evoluir para uma recessão, ou pior, e uma nação que enfrenta um custo pesado de uma infeção que já provocou 20 mil mortes a nível mundial.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, questionado sobre qual o período de tempo que a economia se manteria à tona de água (sem entrar em recessão), graças às medidas, respondeu: "Antecipamos três meses. Mas esperamos que não vamos precisar disto [as medidas] tanto tempo".

A evidenciar a dimensão do conjunto de meios envolvidos, o financiamento das medidas é igual a metade do orçamento anual federal.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 23.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 108.900 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 275.000 infetados e 16.000 mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.089, entre 56.188 casos de infeção confirmados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.285 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.287 mortes. Na quarta-feira, reportou seis mortes e 67 novos casos, todos com origem no exterior, quando o país começa a regressar à normalidade, após dois meses de paralisia.

Os países mais afetados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.234 mortes reportadas (29.406 casos), a França, com 1.696 mortes (29.155 casos), e os Estados Unidos, com 1.070 mortes (75.233 casos).

O continente africano registou até hoje 87 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 3.200 casos, em 46 países.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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