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Morreu a cantora e atriz britânica Vera Lynn aos 103 anos

Britânica ficou conhecida como "a namoradas das Forças" durante a Segunda Guerra Mundial.
Correio da Manhã 18 de Junho de 2020 às 11:10
Vera Lynn
Vera Lynn
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A cantora, compositora e atriz Dame Vera Lynn morreu esta quinta-feira aos 103 anos.

A notícia foi avançada pela família que, em comunicado, mostrou um profundo pesar ao anunciar a morte de uma das artistas "mais amadas da Grã-Bretanha.

Vera Margaret Welch nasceu a 20 de março de 1917 em East Ham, Londres. Tornou-se conhecida como "a namoradas das Forças" durante a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o jornal Mirror, Welch era conhecida como a cantora preferida da rainha Isabel II. Entre as músicas mais conhecidas destacam-se The White Cliffs of Dover e A Nightingale Sang in Berkely Square.

Vera começou a frequentes clubes locais aos 7 anos de idade. Aos 11 acabou por adotar o nome de solteira da avó materna, Margaret Lynn, como o seu nome artístico.

Lançou o primeiro disco a solo em 1936, Up The Wooden Hill. A canção mais conhecida seria em 1939, Let's Meet Again.

O reconhecimento chegaria em plena II Guerra Mundial, quando a britânica realizou vários concertos para as tropas em diversos países, elevando assim o moral dos aliados.

Em 1941, o seu programa de rádio Sincerely Yours, contribuiu para o envio de mensagens entre as famílias e as tropas. Nesse mesmo ano, Vera viria a casal com o músico Harry Lewis. Tiveram uma filha, Virginia e estiveram casados durante 57 anos, até à morte do saxofonista em 1998.

Após o final da guerra, Dame Vera Lynn apareceu na rádio e na televisão.

Em 2009, aos 92 anos, tornou-se na artista viva mais antiga a liderar o ranking de álbuns do Reino Unido com We Meet Again Again: The Very Best de Vera Lynn.

Em 2017 lançou o álbum Vera Lynn 100, que alcançou o número 3 no top. Vera admitiu que nunca aprendeu a ler música - mas estudou as partituras de suas próprias canções.

Longe da indústria do entretenimento, dedicou grande parte de seu tempo ao trabalho de caridade, principalmente relacionado a ex-militares, crianças com deficiência e cancro da mama. Em 2000, foi nomeada a britânica que melhor exemplificou o espírito do século XX.
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