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Cidade chinesa proíbe moradores de comerem carne de cão após epidemia de coronavírus

Caso a proposta de Shenzhen seja aprovada, será a primeira do género no país.
Correio da Manhã 27 de Fevereiro de 2020 às 15:07
Antes de serem espancados até à morte os cães estão presos em gaiolas
Antes de serem espancados até à morte os cães estão presos em gaiolas FOTO: Getty images

Uma cidade chinesa proibiu os moradores de comerem carne de cão de forma a melhorar a segurança alimentar após o novo surto de coronavírus que já provocou mais de 2.700 mortes e infetou cerca de 78 mil pessoas.

Há vários anos que os ativistas dos animais exigem que o governo chinês proíba o consumo destes animais de companhia. Caso a proposta de Shenzhen seja aprovada, será a primeira do género no país. Para além dos canídeos, a medida visa proibir o consumo de carne de cobra, sapos e tartarugas.

O Yulin Dog Meat Festival anual é um dos festivais de comida mais controversos da China, onde milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem consumidos pelos habitantes locais.

No entanto, a maioria das operações de abate de cães foi encerrada temporariamente nos últimos dois meses, uma vez que nenhum canídeo pode ser transportado através das fronteiras entre províncias.

Segundo a publicação Mail Online, as notícias surgem depois da China ter proibido o comércio e consumo de animais selvagens devido à epidemia mortal do vírus da China.

A Organização Mundial de saúde (OMS) informou já que os cães e os gatos não representam qualquer ameaça à transmissão do coronavírus. No entanto, para além da crueldade perante os animais, o comércio de carne de cão continua a representar um enorme risco para a saúde humana devido a outras doenças como a raiva.

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