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Cientistas identificam proteínas que impedem entrada de Sars-Cov-2 nas células

Pode ser o 'calcanhar de Aquiles' da Covid-19 que os cientistas desejam encontrar.
Correio da Manhã 12 de Agosto de 2021 às 16:07
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Getty Images
Cientistas do Instituto de Biotecnologia Molecular da Academia Austríaca de Ciências (IMBA) identificaram duas proteínas em mamíferos que conseguem bloquear a entrada de variantes do Sars-Cov-2 nas células. Estas ligam-se ao revestimento de açúcar da proteína spike e impedem a entrada da carga viral nas células. 

A proteína spike é utilizada pelo coronavírus como método de entrada nas células. A equipa do IMBA descobriu que esta proteína tem um mecanismo de camuflagem que utiliza para se esconder da resposta do sistema imunitário, avançou a revista Galileu. Segundo os cientistas é por meio desse mecanismo que o Sars-Cov-2 forma um revestimento de açúcar em locais específicos de proteína, que o ajuda a penetrar as células humanas. Assim o vírus consegue esconder-se e multiplicar-se. 

No novo estudo, os investigadores observaram o grupo de proteínas chamado lectinas. Foram testadas mais de 140 lectinas em mamíferos  e descobriu-se que duas delas (Clec4g e CD209c) se ligavam fortemente à proteína spike do microrganismo causador do Covid-19, podendo ser utilizadas no combate ao vírus. 

As conclusões indicam que as duas lectinas diminuem o grau de infeção do SARS-CoV-2 das células pulmonares humanas e que tornam a proteína Spike instável.

"Agora temos ferramentas à disposição que 
se podem ligar à camada protetora do vírus e, assim, bloquear a entrada dele nas células", conta Stefan Mereiter, co-autor da investigação. "Esse mecanismo pode realmente ser o "calcanhar de Aquiles' que os cientistas desejam encontrar." 


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