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Cimeira do G20 pretende evitar "catástrofe humanitária" no Afeganistão

Um dos objetivos da reunião é alcançar o acordo para destinar fundos ao país, mas "evitando o regime talibã".
Lusa 12 de Outubro de 2021 às 09:20
Cimeira do G20, em Buenos Aires
Cimeira do G20, em Buenos Aires FOTO: EPA
A reunião extraordinária do G20 sobre o Afeganistão que se realiza esta terça-feira de forma virtual, sob a presidência italiana, pretende encontrar meios para evitar a "catástrofe humanitária" numa altura em que um milhão de crianças sofrem de fome no país.

De acordo com a Unicef, "um milhão de crianças afegãs sofrem de má nutrição e podem morrer".  

"A situação no país é realmente grave (...) o sistema sanitário está a desmoronar-se, faltam equipas, medicamentos, pessoal e recursos", disse Andrea Iacomini, porta-voz da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Itália.  

Entre outros objetivos, a cimeira pretende alcançar o acordo para destinar fundos ao país, mas "evitando o regime talibã".

Para o encontro que se realiza de forma remota, foram convidados representantes da ONU, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e membros que representam os países vizinhos do Afeganistão.

"Há um milhão de crianças que sofre de má nutrição aguda e correm risco de morte devido à situação atual. É preciso agir rápido, não em meses ou anos mas sim em dias ou vamos ter de nos enfrentar com uma catástrofe humanitária", disse Iacomini, num comunicado difundido esta terça-feira. 

Verifica-se paralelamente uma "grave seca e o regresso de epidemias como a do sarampo. Mais de 14 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar e 95% das famílias não consomem suficiente comida porque os adultos comem menos para poderem alimentar os filhos".

A cimeira é uma iniciativa do primeiro-ministro italiano Mario Draghi que no passado dia 29 de setembro afirmou que é um "dever dos países mais ricos agirem para evitar a catástrofe humanitária" no Afeganistão.

A guerra no país prolongou-se durante 20 anos tendo os talibãs reconquistado o poder após a retirada negociado das forças dos Estados Unidos no passado mês de agosto.

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