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Correio da Manhã

Mundo

Nove mortos e 30 feridos em ataque a base da ONU

Ataques no Mali.
12 de Fevereiro de 2016 às 19:48
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU FOTO: Reuters
Dois ataques separados causaram sexta-feira a morte a seis capacetes azuis e três soldados malianos no norte do Mali, ação atribuída a grupos de milicianos que intensificaram a atividade na região.

Um sexto capacete azul guineense faleceu em resultado dos ferimentos depois de um ataque, durante a manhã, a um campo da Missão da ONU no Mali (Minusma), em Kidal, no nordeste do país, revelou sexta-feira à noite à agência noticiosa AFP um dirigente do contingente guineense na Minusna e uma fonte militar guineense em Conacri.

O responsável máximo das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou "o complexo ataque" à base de Kidal e recordou que atacar missões de manutenção de paz constitui um crime de guerra.

Os mais recentes ataques evidenciaram a vulnerabilidade da árida região norte daquele país da África Ocidental, onde os capacetes azuis e os soldados malianos estão a tentar combater os 'jihadistas' que se apropriaram de vastas parcelas do território em 2012.

O porta-voz da ONU Stephane Dujarric disse que alguns dos capacetes azuis mortos eram da Guiné-Conacri e que "poderá haver outras nacionalidades envolvidas".

O 'raid' coincidiu com uma visita à região de Mahamat Saleh Annadif, o novo chefe da missão da ONU no Mali, conhecida como MINUSMA, que começou a percorrer o norte na segunda-feira.

Ansar Dine reivindica ataque
A milícia maliana Ansar Dine reivindicou, em comunicado divulgado pela agência noticiosa privada mauritana Al-Akhbar, a autoria do ataque contra a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) em Kidal, no nordeste do Mali.

O grupo, dirigido pelo ex-chefe rebelde tuaregue Iyad Ag Ghaly, garantiu que "fez explodir um veículo carregado de explosivos na base chamada Kandi, no coração de Kidal, sede dos franceses e da Minusma", designação da missão da ONU, o que causou "dezenas de mortos".
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