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Correio da Manhã

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Colômbia esteriliza hipopótamos de Pablo Escobar

Hipopótamos multiplicaram-se e tornaram-se num problema ambiental. Primeiros 24 foram injetados com anticoncecional.
Manuela Guerreiro 17 de Outubro de 2021 às 09:35
Hipopótamos de Escobar estão a ser esterilizados para não se reproduzirem
Hipopótamos de Escobar estão a ser esterilizados para não se reproduzirem FOTO: Reuters Photographer / Reuters
Vinte e quatro dos cerca de 80 hipopótamos de Pablo Escobar - o narcotraficante colombiano mais procurado dos anos 90, morto durante uma operação policial - foram esterilizados devido ao crescimento descontrolado. Os animais vivem na antiga fazenda do traficante de droga, a propriedade Hacienda Nápoles, no noroeste da Colômbia, e constituem o maior núcleo de hipopótamos fora de África.

Pablo Escobar importou ilegalmente vários animais exóticos, incluindo flamingos, girafas, zebras, cangurus e o casal de mamíferos herbívoros que ficou conhecido como ‘hipopótamos da cocaína’. Após a morte do narcotraficante, em 1993, todos os animais foram vendidos à exceção dos hipopótamos, demasiado grandes para serem removidos. Desde então, reproduziram-se de uma forma descontrolada, afastaram a fauna nativa e prejudicam uma das principais vias navegáveis do país, o rio Magdalena.

O destino dos animais já era discutido há muito pela comunidade científica, que decidiu avançar com a esterilização química. Os animais têm de ser capturados e alvejados com dardos que contêm um medicamento. Trata-se de um anticoncecional eficaz em homens e mulheres e mais barato do que a esterilização cirúrgica, segundo a Cornare, empresa responsável pelo procedimento. São necessárias três doses.
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