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Kim Jong-Un envia prisioneiros para “trabalhar até à morte” em reconstrução de campo nuclear

Trabalhadores não recebem água nem comida e muitos deles acabam por morrer.
Correio da Manhã 18 de Maio de 2022 às 17:19
Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte
Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte FOTO: Reuters

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, enviou prisioneiros políticos para a reconstrução do campo onde eram testadas as armas nucleares. Jong-Un afirma que os prisioneiros do campo de concentração de Hwasong irão trabalhar "até à morte" em túneis secretos.

As imagens de satélite divulgadas mostram que a Coreia do Norte retomou a construção de um reator nuclear inativo, com o propósito de aumentar a produção de plutónio para armas nucleares.

Segundo o The Mirror, um jornal sul-coreano revelou que os prisioneiros são enviados para trabalhar em "lugares muito perigosos para pessoas comuns". Os trabalhadores não recebem água nem comida e muitos deles acabam por morrer.

A Comissão dos Direitos Humanos da Coreia do Norte (HRNK), afirmou que vai passar a monitorizar, através de imagens de satélite, o campo de concentração de Hwasong, visto que este se encontra próximo do local onde estão a ser escavados túneis para a reconstrução do campo nuclear.

De acordo com o jornal britânico, o diretor executivo da HRNK, Greg Scarlatoiu, afirmou que o uso do trabalho prisional para a escavação dos túneis é pouco provável, pois requer o uso de ferramentas pesadas. O vice-conselheiro de segurança sul-coreano dos Estados Unidos da América, Kim Tae-hyo, disse que existe pouca probabilidade de um teste nuclear vir a ser realizado.

As autoridades dos EUA estão a acompanhar as recentes actividades. Se a Coreia do Norte proceder à realização de um teste nuclear, esta será a sétima tentativa subterrânea do país e a primeira desde 2017.

 

 

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