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Crise climática global arrastou um milhão de pessoas para a fome aguda em Madagáscar

Relatório documenta o impacto da seca nos direitos humanos das pessoas na região do sul do país.
Lusa 27 de Outubro de 2021 às 07:58
Antananarivo, Madagáscar
Antananarivo, Madagáscar FOTO: REUTERS/Radu Sigheti
A crise climática global intensificou a seca devastadora que se prolonga há cinco anos no sul de Madagáscar e colocou um milhão de pessoas no nível de fome aguda, alerta um relatório divulgado esta quarta-feira pela Amnistia Internacional.

O relatório "Será demasiado tarde para nos ajudarem quando já estivermos mortos" documenta o impacto da seca nos direitos humanos das pessoas na região do "sul profundo" de Madagáscar, onde 91% da população vive abaixo do limiar da pobreza, e serve de argumento à Amnistia Internacional (AI) para apelar à tomada "urgente" de medidas por parte da comunidade internacional, que se prepara para se reunir no final do mês em Glasgow na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26).

"Madagáscar está na linha da frente da crise climática. Para um milhão de pessoas, significa uma seca de proporções catastróficas, e violações dos seus direitos à vida, saúde, alimentação e água. Pode significar a morte por fome. Isto está a acontecer agora", alerta Agnès Callamard, secretária-geral da AI, numa nota de divulgação do relatório.

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