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Correio da Manhã

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Cuba diz adeus à era dos irmãos Castro

Assembleia Nacional cubana vai nomear Miguel Díaz-Canel para render Raúl Castro na presidência.
Francisco J. Gonçalves 19 de Abril de 2018 às 01:30
Miguel Díaz-Canel (dir.) sucede hoje a Raúl Castro como presidente de Cuba. É o primeiro líder do país nascido após a revolução liderada pelos irmãos Castro
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Miguel Díaz-Canel (dir.) sucede hoje a Raúl Castro como presidente de Cuba. É o primeiro líder do país nascido após a revolução liderada pelos irmãos Castro
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Miguel Díaz-Canel (dir.) sucede hoje a Raúl Castro como presidente de Cuba. É o primeiro líder do país nascido após a revolução liderada pelos irmãos Castro
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Miguel Díaz Canel foi escolhido por Raúl Castro para ser o novo presidente de Cuba
Após seis décadas de poder dos irmãos Fidel e Raúl Castro, Cuba vai nomear o primeiro presidente que não combateu na revolução que em 1959 derrubou o regime de Fulgêncio Batista. Miguel Díaz-Canel, de 57 anos, foi ontem designado oficialmente como candidato à sucessão de Raúl Castro, que se retira aos 86 anos, e deverá ser consagrado hoje pela Assembleia Nacional cubana.

O homem que põe fim à era dos Castro é visto como mais aberto, mas a sua ascensão nos quadros do Partido Comunista cubano (PCC), até se tornar, em 2013, vice-presidente de Cuba, indica que a mudança que venha a liderar primará pela fidelidade ao regime. Foi isso mesmo que disse em declarações recentes, nas quais defendeu a continuidade e destacou a luta contra o imperialismo.

Embora seja hoje um candidato consensual dentro de um partido muito conservador, no passado Díaz-Canel defendeu uma maior liberdade de crítica ao regime na imprensa estatal e um acesso mais alargado à internet num dos países menos abertos às tecnologias da informação.

Díaz-Canel é engenheiro e foi professor universitário. Prestou serviço nas Forças Armadas Revolucionárias e iniciou a militância política na Universidade Marta Abreu. Em 1997 chegou ao Bureau Político do PCC e dirigiu o partido na província de Villa Clara. Promoveu aí a abertura do centro cultural El Mejunje, que recebe concertos de rock e no qual teve lugar o primeiro espetáculo de travestismo na Cuba dos Castro.

Esta maior abertura leva muitos cubanos a esperar que Díaz-Canel promova uma reforma económica capaz de apaziguar as carências de um país onde a maioria da população vive na pobreza. A mudança, contudo, será policiada de perto pelo PCC, que até 2021 continuará a ser chefiado pelo presidente cessante e por José Ramón Ventura, de 87 anos, outro veterano da revolução.

SAIBA MAIS 
1956
O ‘Granma’, um pequeno barco, transportou, em novembro desse ano, Fidel Castro e outros 81 guerrilheiros que em 1959 tomariam o poder em Cuba.

Baía dos Porcos
A 17 de abril de 1961, uma invasão patrocinada pela CIA tenta derrubar Fidel Castro. O grupo de exilados cubanos é repelido.

Crise dos mísseis
Entre 16 e 28 de outubro de 1962 o mundo viveu de olhos em Cuba. A colocação de mísseis soviéticos na ilha quase desencadeou um holocausto nuclear.
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