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Correio da Manhã

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Cumplicidade e intimidade

No Grupo de Protecção Real e Diplomática desde 1983, o sargento Barry Mannakee tornou-se guarda-costas da princesa Diana em Abril de 1985. Ao que na Scotland Yard se chama um PPO (Personal Protection Officers ou Agentes de Protecção Pessoal) exige-se ser temerário, capaz e bem casado.
7 de Agosto de 2007 às 00:00
Cumplicidade e intimidade
Cumplicidade e intimidade
Barry tinha todas as qualidades e um feitio ternurento que se tornou factor de consolo para a princesa fragilizada pela indiferença de Carlos. O casal passava a maior parte do tempo separado. Carlos preferia o campo e a casa de Highgrove, próxima da residência de Camilla, onde recebia amigos, nomeadamente a própria, ouvia música clássica, lia tranquilamente na biblioteca e tratava de um roseiral.
Por seu turno, Diana só lá ia aos fins-de-semana e passava a maior parte do tempo no Palácio de Kensington, em Londres, a cuidar dos filhos e em actividades mundanas. As distâncias agravaram-se com a admissão de Mannakee. Carlos continuou a não permitir a construção de um court de ténis pedido por Diana para ela se sentir bem em Highgrowe e ela passou a ter ao seu lado um homem sensível à sedução de uma mulher de 24 anos, sempre a perguntar “Isto fica-me bem?” Diana só se mostrava feliz quando ele estava próximo. E mudou alguns hábitos. Passou a viajar de noite no comboio real, o que para ela estava associado ao seu primeiro encontro íntimo com Carlos. Brincou com o fogo.
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