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Correio da Manhã

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Desmantelada rede internacional de tráfico de cigarros com detenções em França e Bélgica

Foram detidos 11 cidadãos belgas e um francês.
Lusa 7 de Maio de 2021 às 19:26
Cigarros
Cigarros FOTO: Getty Images
Uma rede europeia de venda de cigarros contrafeitos, envolvendo mais de 400.000 embalagens, foi desmantelada em França, levando à prisão de 11 cidadãos belgas e um francês, anunciou esta sexta-feira o Ministério Público de Rennes (oeste).

Numa operação que decorreu terça e quarta-feira, foi possível desmantelar uma rede "inicialmente detetada pela política e guarda fronteira do departamento de Le Mans (oeste)", referiu Philippe Astruc, procurador em Rennes, num comunicado de imprensa.

"Esta cooperação judiciária e policial europeia" demonstrou a existência de um "tráfico global de 456 mil volumes de cigarros (45 milhões de euros de valor de mercado) para os anos de 2020 e 2021", armazenadas em hangares na Bélgica, afirmou o procurador, salientando que a mercadoria tinha sobretudo como destino os mercados belga, francês, britânico e holandês.

Do lado francês, a investigação judicial, iniciada em 2018, permitiu detetar uma rede de distribuição de cigarros falsificados liderada por cidadãos de origem chechena residentes em Le Mans. 

Estes últimos têm ligações a uma "estrutura criminosa de língua russa com influência internacional, especializada no tráfico de tabaco e localizada na Bélgica", sublinhou Astruc.

Durante as buscas, foram apreendidos mais de um milhão de euros em dinheiro, onze veículos, equipamento informático, telefones, cartolinas carimbadas com uma marca de cigarros norte-americanos, bem como centena de milhares de embalagens de cigarros contrafeitos.

Dois fornecedores vão ser entregues às autoridades francesas, enquanto um terceiro, grossista em Le Mans, foi apresentado a um juiz de instrução. 

Já condenado a cinco anos de prisão por atos de ajuda à permanência e extorsão com violência, o homem, de 55 anos, foi indiciado por associação criminosa com o objetivo de preparar um ou mais crimes puníveis com dez anos de prisão e lavagem de capitais e de pertencer a um grupo de crime organizado.

O suspeito está em regime de prisão provisória, acrescentou Astruc.

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