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Prisão preventiva para mais um suspeito do homicídio de Samuel, o jovem espancado até à morte em Espanha

Foi a sétima pessoa detida por envolvimento no crime que chocou a Corunha.
Correio da Manhã 29 de Setembro de 2021 às 13:30
"Ou paras de gravar ou mato-te. Maricas!": Samuel foi espancado até à morte num ataque que revoltou Espanha
'Ou paras de gravar ou mato-te. Maricas!': Samuel foi espancado até à morte num ataque que revoltou Espanha FOTO: Direitos Reservados
A polícia espanhola deteve, esta terça-feira, um homem suspeito de ser coautor da morte de Samuel Luiz. O tribunal decretou-lhe prisão preventiva, por entender que havia perigo de fuga., de acordo com o La Voz de Galicia.

O jovem homossexual foi assassinado à pancada na Corunha, em Espanha, em 3 de julhoVárias testemunhas afirmam que Samuel foi pontapeado e esmurrado enquanto era insultado: "seu maricas do c******".

A versão defendida pelos amigos de Samuel, de que tudo começou numa discussão fútil e acabou com a agressão selvagem, é comprovada pelas imagens recolhidas pelas câmaras de vigilância dos bares e estabelecimentos na zona do ataque.

Esta foi a sétima pessoa detida por envolvimento na morte que chocou aquela região espanhola. Três deles, Kaio Amaral, Diego Montaña e Alejandro Freire estão em prisão preventiva, acusados de homicídio. Catherine Silva foi libertada, mas com obrigação de comparecer diariamente no tribunal. Há mais dois suspeitos que por serem menores vão ser julgados noutro tribunal.

Quando foi ouvido em tribunal, Kaio disse que nunca entrou no bar onde estavam Samuel e as amigas e que foi alertado para a pancadaria pela namorada. Contou que viu "Alejandro e Diego a espancar o rapaz no passeio marítimo" e que tentou separá-los, altura em que viu Samuel a andar de costas. "Depois atacaram-no por trás". Terá sido nesse momento que dois homens de nacionalidade senegalesa tentaram salvar Samuel e "pretendiam levá-lo para a zona de Gasthof". A investigação revela que, nessa altura, Kaio, Alejandro, Catherine, outro amigo e Diego foram para a mesma zona, onde terminaram as agressões.

Kaio contou que viu "como o empurraram contra caixotes do lixo" e como Samuel "caiu desamparado quando foi golpeado por Alejandro". O jovem garantiu que Catherine esteve com o namorado durante todo o crime e que Alejandro, de forma reiterada agrediu uma e outra vez Samuel. "Tirou o casaco, deu-o à Kathy e foi-se ao rapaz outra vez", contou, explicando que Alejandro vestia uma t-shirt branca, um casaco e ténis.

Kaio ficou com o telemóvel de Samuel e contou que lhe ofereceram 100 euros pelo aparelho. Acabou por o atirar ao lixo, porque percebeu "que era de Samuel e assustou-se".

A investigação mantém-se em aberto e as autoridades tentam obter o conteúdo das mensagens que terão sido apagadas pelos envolvidos neste homicídio.

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