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Confrontos com a polícia marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris

Objetos queimados na rua e confrontos entre cidadãos e polícia marcam manifestação.
Correio da Manhã 1 de Maio de 2021 às 15:38
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Distúrbios marcam manifestação do Dia do Trabalhador em Paris
Paris saiu este sábado à rua para celebrar o Dia do Trabalhador, com muitas reivindicações ligadas à crise sanitária, mas os populares foram surpreendidos com um aparato policial que terminou em violência e confrontos com as autoridades.

"É uma manifestação de polícias ou do povo?", gritou um manifestante, quando os confrontos começaram entre as forças de ordem e os milhares de parisienses que acorreram à manifestação que aconteceu hoje na capital francesa.

Pelo menos 2.000 polícias de choque e militares foram destacados para este protesto, com mais cerca de 3.000 efetivos que se foram colocando entre a Praça da República e ao longo da Boulevard Voltaire para garantir a segurança do evento, a primeira grande manifestação em Paris depois do início da pandemia da covid-19.

Lila, reformada de 68 anos, participa nesta manifestação há mais de 30 anos e não compreende este reforço de segurança.

"Desde há dois anos, as manifestações são violentas em França. Agora, estamos aqui todos parados. Há muito mais polícias do que antes, a manifestação da CGT [central sindical] só tinha alguns polícias para acompanhar o cortejo. Mas é horrível, eles até se infiltram nas manifestações", comentou, em declarações à agência Lusa.

Esta reformada parisiense disse mesmo que este reforço de segurança vai "contra a liberdade de manifestação".

"Estamos num país democrático", declarou.

Há vários dias que as forças da ordem preparavam esta operação, temendo o regresso dos protestos violentos encabeçados por grupos radicais. A estratégia, de forma a impedir estragos e violência generalizada, foi um enquadramento da multidão e um reforço nas esquinas com outras grandes avenidas, assim como a intervenção dos polícias em motas.

No entanto, esta prevenção não impediu o arremesso de objetos contra a polícia e a resposta chegou em forma de vários disparos de gás lacrimogéneo.

Com um longo cortejo, a maior parte dos confrontos ocorreram à frente da maior parte dos manifestantes organizados pelos sindicatos, com vários jovens encapuzados a infiltrarem-se e a causarem os primeiros distúrbios.

A manifestação ficou parada em vários momentos devido a estes conflitos, decorrendo o resto do tempo de forma pacífica. Às 14:20, a polícia já tinha detido 17 pessoas, segundo indicou a Prefeitura de Paris.











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