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Documento do FBI não elimina suspeitas de envolvimento de saudita no 11 de setembro

Cidadão que era “visitante habitual” do consulado saudita em Los Angeles prestou apoio logístico a dois dos terroristas.
Ricardo Ramos 13 de Setembro de 2021 às 08:12
Memorial das vítimas do 11 de setembro
Memorial das vítimas do 11 de setembro FOTO: Amr Alfiky/Reuters
O FBI divulgou sábado o primeiro de vários relatórios secretos sobre a investigação ao alegado envolvimento saudita nos atentados do 11 de Setembro.

Embora levante interrogações sobre a relação entre pessoas ligadas ao consulado saudita em Los Angeles e dois dos terroristas que levaram a cabo os atentados, o relatório não permite concluir que houve um envolvimento direto do regime saudita.

O relatório agora publicado é o primeiro de uma série de documentos até agora classificados como secretos pelo FBI que o presidente Joe Biden mandou tornar públicos após pressão dos familiares das vítimas dos atentados.

Datado de 2016, diz respeito a uma entrevista realizada a uma fonte anónima do consulado saudita em Los Angeles, a qual faz várias revelações sobre a ligação entre Omar al-Bayoumi, um estudante saudita que era um “visitante habitual do consulado e gozava de um elevado estatuto” e que o FBI suspeitava ser um agente saudita, e os dois primeiros terroristas da al-Qaeda a chegarem aos EUA, Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Midhar. A referida fonte diz que al-Bayoumi teve vários encontros com os dois terroristas e lhes providenciou “assistência com viagens, alojamento e financiamento”.

Para as famílias das vítimas, estas ligações são suficientes para provar o envolvimento saudita. Riade continua a negar qualquer envolvimento nos ataques e saudou a divulgação dos documentos, que diz que irão provar a sua inocência.



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