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Correio da Manhã

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Dolly, o primeiro dinossauro com sinais de doença respiratória

Dinossauro parecia sofrer de uma infeção fúngica semelhante à aspergilose.
16 de Fevereiro de 2022 às 14:49
Pegada de dinossauro - Imagem ilustrativa
Pegada de dinossauro - Imagem ilustrativa FOTO: Getty Images
O dinossauro Dolly, que habitou no Planeta Terra durante o período Jurássico no que hoje é o sudoeste do Mantana, nos Estados Unidos da América, foi o primeiro dinossauro a apresentar sinais de doença respiratória.

O dinossauro evidenciou sinais de crescimento anormal em três ossos do pescoço, formados devido a uma infeção nas vias aéreas ligadas aos pulmões. Os cientistas afirmaram, esta quinta-feira, que o dinossauro parecia sofrer de uma infeção fúngica semelhante à aspergilose, uma doença respiratória comum e muitas vezes fatal para aves e répteis, que por vezes pode causar infeção nos ossos. Este estado de saúde pode ter provocado a morte de Dolly, de acordo com os cientistas.

Existem poucas evidências das doenças que os dinossauros sofriam porque os tecidos moles raramente são preservados num processo de fossilização que favorece elementos duros como ossos, dentes e garras.

Dolly pertencia a uma espécie desconhecida de dinossauros saurópodes, grupos vegetarianos com pescoços compridos, longas caudas, cabeças pequenas e pernas fortes, que incluíam os maiores animais terrestres da história da Terra.

Este dinossauro tinha 18 metros de comprimento e pesava cerca de cinco toneladas, tendo morrido com 15 a 20 anos, segundo Cary Woodruff, diretor de panteologia no Museu de Dinossauros das Grandes Planícies, em Montana, nos EUA.

Os saurópodes semelhantes geralmente atingiam a idade adulta com quase 30 anos.

Esta situação de Dolly esclarece condições médicas a longo-prazo e oferece uma perceção da estrutura anómica dos pulmões.
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