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Doze mil prestadores de apoio domiciliário indemnizados por exploração em Nova Iorque

"Práticas de exploração e trabalho ilegal não serão toleradas em Nova Iorque", disse Letita James.
Lusa 17 de Novembro de 2021 às 00:14
Letitia James
Letitia James FOTO: Getty Images
Cerca de 12 mil prestadores de serviços de apoio domiciliário em Nova Iorque vão receber indemnizações pela violação dos seus direitos, na sequência de uma investigação das autoridades norte-americanas a duas empresas do setor, foi divulgado na terça-feira.

O Ministério Público e o Departamento de Proteção ao Consumidor e Trabalhador daquele Estado norte-americano chegaram a um acordo com as empresas, a Intergen Health e Amazing Home Care Services, para indemnizar os funcionários a quem "negaram um salário justo durante anos".

A procuradora-geral de Nova Iorque,  Letitia James, salientou em comunicado o trabalho na "linha da frente" dos auxiliares de saúde domiciliária e descreveu o acordo como um dos maiores alcançados até esta quarta-feira.

"Que sirva de alerta a todos os patrões: práticas de exploração e trabalho ilegal não serão toleradas em Nova Iorque", garantiu, citada pela agência EFE.

No Estado de Nova Iorque, que foi o epicentro da pandemia de covid-19 na primavera de 2020, trabalham cerca de 200 mil cuidadores domiciliários, dos quais mais de 60% são imigrantes e mais de 90% mulheres.

Estes trabalhadores raramente recebem o salário mínimo e quase um quinto vive abaixo do limiar da pobreza.

No caso destas duas empresas, o Ministério Público determinou, após investigação, que muitos trabalhadores não receberam, entre outras coisas, pelas horas extra prestadas ou pelos turnos de 24 horas.

E ainda que não foram garantidas as pausas para comer ou dormir, ou o tempo de deslocação entre as casas dos pacientes.

Além disso, ficou provado que alguns funcionários foram demitidos ilegalmente por tirarem uma licença por doença remunerada, acrescenta o comunicado.

O acordo prevê a implementação de novas políticas de prevenção a futuras violações dos diretos e a fiscalização das autoridades.

O Ministério Público criou também uma plataforma para que atuais ou antigos empregados das duas empresas saibam se podem reclamar indemnizações.

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