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Correio da Manhã

Mundo

Éric Zemmour avança “para salvar a França”

Novo rosto da extrema-direita confirma candidatura ao Eliseu contra Macron e Le Pen.
Ricardo Ramos 1 de Dezembro de 2021 às 09:36
Éric Zemmour tornou-se 
conhecido pelas suas posições 
xenófobas, homofóbicas 
e misóginas
Éric Zemmour tornou-se 
conhecido pelas suas posições 
xenófobas, homofóbicas 
e misóginas FOTO: CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA
O polémico jornalista e comentador de extrema-direita Éric Zemmour confirmou ontem a sua candidatura às eleições Presidenciais francesas de 2022 com um vídeo em que diz ter decidido avançar para “salvar a França da decadência” e “das minorias que oprimem a maioria”. As sondagens dizem que tem fortes hipóteses de passar à segunda volta em vez de Marine Le Pen, a candidata tradicional da extrema-direita francesa.

“Durante muito tempo senti-me feliz no papel de jornalista, mas compreendi que nenhum político teria a coragem necessária para salvar o país do trágico destino que o espera. Foi por isso que decidi apresentar a minha candidatura à Presidência”, afirma Zemmour no vídeo, onde se sucedem imagens de imigrantes, minorias étnicas, mulheres de véu e violência nas ruas. “Vocês sentem que já não estão no país que conheciam? Que são estrangeiros no vosso próprio país?”, pergunta o candidato, que já foi condenado duas vezes por incitamento ao ódio racial e que se tornou conhecido pelos ataques ferozes ao Islão, aos imigrantes, homossexuais e às mulheres. “Temos de devolver o poder ao povo, retirá-lo às minorias que oprimem a maioria”, defende no vídeo.

perfil
Gaullista e bonapartista
Éric Zemmour, de 63 anos, foi durante várias décadas jornalista e comentador antes de decidir abraçar a carreira política. Formado no prestigiado Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po), trabalhou no jornal ‘Le Figaro’ e na rádio RTL, entre outros. Escreveu vários livros, incluindo os controversos ‘O Primeiro Sexo’ e ‘O Suicídio Francês’. Gosta de se descrever como “gaullista e bonapartista” e defende publicamente a teoria racista da ‘Grande Substituição’, que diz que a população branca francesa e europeia está a ser substituída por migrantes não europeus.
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