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Correio da Manhã

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Escola francesa proíbe minissaia

Vinte adolescentes, entre os 13 e os 15 anos, de um colégio da cidade de Poncin, na região francesa de Rhône-Alpes, foram proibidas de evocar o Dia da Mulher nas suas minissaias. A polémica proibição partiu da direcção da escola, que invocou razões de segurança e não pudor.

13 de Março de 2012 às 01:00

"Explicámos às alunas que a sua atitude era louvável mas que a mudança de vestuário evitaria que os rapazes lhes faltassem ao respeito. A nossa intenção não foi punir mas proteger", disse Thierry Gouchon, um dos professores do colégio, em declarações à radio francesa RTL.

Mas as visadas não estão de acordo. "Usei uma minissaia estampada com flores à altura dos joelhos, o que não me pareceu que fosse uma provocação. Aberrante foi proibir o seu uso", lamentou uma das alunas à RTL.

Trocadas razões de parte a parte, as alunas de Poncin não desarmam, e, no embalo do debate radiofónico, elaboraram uma petição em que exigem "respeito até em minissaia", que já conta com 80 assinaturas, entre estudantes e professores.

A polémica, é claro, já está instalada, e foram já realizadas sondagens que revelaram que 83 por cento dos pais inquiridos estão com a escola e contra o uso de minissaias.

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