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Escolas e creches da Alemanha retomam aulas presenciais após dois meses fechadas

Governo também planeia acelerar a vacinação de professores e educadores.
Lusa 22 de Fevereiro de 2021 às 11:51
Entidades referem que reabertura de escolas até ao 2º ciclo deverá ser feita de forma "faseada"
Entidades referem que reabertura de escolas até ao 2º ciclo deverá ser feita de forma 'faseada' FOTO: Reuters
As escolas e creches reabriram esta segunda-feira em grande parte da Alemanha, após dois meses fechadas, apesar dos receios de uma terceira onda da pandemia de covid-19 causada pela propagação da variante inicialmente detetada no Reino Unido.

As crianças voltaram à creche ou à escola esta manhã em 10 dos 16 estados alemães, depois de já terem sido reiniciadas em outros dois 'Länder': a Baixa Saxónia e a Saxónia.

"É bom que muitas escolas da Alemanha estejam gradualmente a retomar o ensino presencial", considerou a ministra da Educação do país, Anja Karliczek, acrescentando que "as crianças, principalmente as mais novas, precisam umas das outras".

As aulas presenciais, interrompidas desde meados de dezembro, estão a ser retomadas em condições sanitárias drásticas, com aulas alternadas entre grupos e funcionários fixos que não poderão atender outros alunos.

O Governo também planeia acelerar a vacinação de professores e educadores, sendo esperado que sejam feitos anúncios nesse sentido ainda hoje, após uma reunião dos ministros regionais da Saúde com o Governo de Angela Merkel.

Os milhões de educadores e professores passariam assim a ter estatuto de "alta prioridade" para serem vacinados, apesar das reservas da Comissão Alemã de Imunização (STIKO), que pretende que o foco se mantenha nos doentes mais vulneráveis.

Também são esperados testes gratuitos e autotestes a um euro a partir de 01 de março, uma promessa do ministro da Saúde, Jens Spahn, que a oposição, mas também as associações de médicos e as de farmacêuticos, consideram difícil de cumprir.

Apesar de terem sido aplicadas restrições rígidas nos últimos dois meses, a Alemanha tem tido alvo de um aumento dos casos de covid-19, contabilizando quase 68.000 mortes.

"O confinamento é suficientemente forte contra o vírus original. Mas as novas variantes continuam a desenvolver-se", explicou o especialista em questões de saúde do Partido Social-democrata, Karl Lauterbach, para quem a Alemanha está "no início de uma terceira vaga" de contágios.

Face ao cenário, o ministro da Saúde reduziu as esperanças de quem esperava uma maior flexibilização das restrições, que deverá ser discutida entre Governo e responsáveis regionais no dia 03 de março.

"Todos querem um plano de três e de seis meses, mas não é possível fazê-lo neste momento. Não se podem fazer falsas promessas", alertou Spahn.

No domingo, a Alemanha registou 7.676 novos casos, aumentando o número total de infetados desde o início da pandemia para mais de 2,3 milhões.

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