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Estado americano de Alabama quer proibir raparigas transgénero em equipas femininas de desporto

Defensores do projeto-lei alegam que as raparigas transgénero nascem maiores e mais rápidas e têm uma vantagem injusta nas competições.
Lusa 16 de Abril de 2021 às 00:52
Futebol feminino
Futebol feminino FOTO: Getty Images
O Alabama pode tornar-se no segundo estado conservador norte-americano a impedir que raparigas transgénero integrem equipas femininas de desporto, depois da aprovação de um projeto-lei que terá ainda de ser ratificado pela Governadora local.

Segundo a agência The Associated Press, o parlamento estadual do Alabama aprovou esta quinta-feira um projeto-lei que pode passa a proibir as escolas do ensino básico de deixarem alguém de "sexo biológico masculino" de jogar uma equipa feminina. O documento segue agora para a Governadora do Alabama, Kay Ivey, que ainda disse se irá ratificá-lo.

"Acredito que este projeto lei é importante para proteger a integridade das atletas. Penso que é injusto que pessoas de sexo biológico masculino compitam e vençam as mulheres em desportos no liceu. Há vantagens biológicas que os homens possuem naturalmente, devido à genética", afirmou o senador republicano Garlan Gudger durante o debate antes da aprovação do projeto-lei.

Os defensores do projeto-lei alegam que as raparigas transgénero nascem maiores e mais rápidas e têm uma vantagem injusta nas competições.

Os opositores defendem que o projeto-lei está baseado na discriminação e no medo e viola a lei federal que impede a discriminação sexual na educação.

Com projetos-lei do género a surgir um pouco por todo o país, a Associação Atlética Universitária Nacional (NCAA, sigla em inglês), que regulamenta o desporto universitário nos Estados Unidos, expressou na segunda-feira o seu apoio aos atletas transgéneros e alertou que os campeonatos só irão realizar-se em locais "livres de discriminação".

"Continuaremos a acompanhar de perto estas situações, para determinar se os campeonatos da NCAA podem ser realizados de forma acolhedora e respeitosa com todos os participantes", refere a NCAA num comunicado citado pela The Associated Press.

Atualmente, a NCAA exige que as mulheres transgénero tomem medicação para reduzirem os níveis de testosterona, antes de poderem competir em deportos femininos.

Em março, o Governador Republicano do estado do Mississippi, Tate Reeves, ratificou um projeto-lei para proibir os atletas transgénero de competirem em equipas desportivas femininas. No ano passado, o Idaho tornou-se no primeiro estado a aprovar essa proibição.

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