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Correio da Manhã

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Estragos das inundações na Bélgica e Alemanha avaliados em dois mil milhões de euros

Reparação de ferrovias, estradas, pontes e outras infraestruturas demorará vários meses.
Francisco J. Gonçalves 21 de Julho de 2021 às 08:28
Merkel visitou áreas afetadas acompanhada de Armin Laschet (à direita na foto), candidato à sucessão na chancelaria
Merkel visitou áreas afetadas acompanhada de Armin Laschet (à direita na foto), candidato à sucessão na chancelaria FOTO: Reuters/Direitos reservados
A devastação deixada pelas cheias na Alemanha deverá custar mais de dois mil milhões de euros em reparações de infraestruturas. Os cálculos do governo federal foram divulgados no dia em que a chanceler alemã visitou zonas afetadas pelo que classificou como as piores inundações dos últimos 700 anos. A atualização de números de vítimas aponta para 165 mortos nas cheias.

“A única coisa que nos dá algum conforto é a imensa solidariedade”, afirmou Angela Merkel durante uma visita a Münstereifel, prometendo a chegada de ajuda governamental dentro de poucos dias.

De acordo com o Ministério dos Transportes, somente as reparações dos danos causados nas vias férreas da região da Renânia-Palatinado e Renânia do Norte-Vestefália, as mais atingidas, deverão custar quase 1,3 mil milhões de euros. Acrescem os danos causados em estradas, ruas e pontes, torres de comunicações e eletricidade e gasodutos. E neste valor não estão incluídos os custos dos estragos em centenas de casas, comércios e viaturas particulares ou de empresas públicas e privadas.

As reparações deverão demorar muitos meses, alertou Merkel, que não deverá ver as obras concluídas, pois não se recandidata nas eleições do próximo mês de setembro.

Entretanto, a Bélgica cumpriu esta terça-feira um dia de luto pelos 31 mortos nas cheias que também atingiram o país. O rei Filipe e a rainha Margarida homenagearam as vítimas em Verviers.



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