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“Estripador de Hollywood” é condenado à morte

Juiz que condenou o homem afirmou que “onde quer que o Sr. Gargiulo fosse, seguiam-se mortes e destruição”.
Correio da Manhã 17 de Julho de 2021 às 16:29
Michael Gargiulo, Estripador de Hollywood
Michael Gargiulo, Estripador de Hollywood FOTO: Reuters

Michael Gargiulo, mais conhecido como o "Estripador de Hollywood", foi condenado à pena de morte esta sexta-feira por assassinar duas mulheres nos anos 2000, nos Estados Unidos da América (EUA). 

O juiz que o condenou, Larry Paul Fidler, afirmou que "neste caso, onde quer que o Sr. Gargiulo fosse, seguiam-se mortes e destruição", conta a BBC. 

Gargiulo esfaqueou até à morte Ashley Ellerin, de 22 anos, em fevereiro de 2001, e Maria Bruno, com 32, em dezembro de 2005, nas casas das vítimas, na Califórnia, EUA. O caso atraiu atenção mediática porque Ellerin, nessa noite, ia sair com o ator americano Ashton Kutcher. 

O ator bateu na porta da casa da vítima, mas não obteve resposta. Espreitou pela janela e viu o que pareciam ser "manchas de vinho", contou no tribunal de Los Angeles. No dia seguinte, uma colega de casa encontrou Ellerin morta com 47 facadas. 

Maria Bruno, mãe de quatro filhos foi morta da mesma forma. A vítima era vizinha de Gargiulo e, de acordo com os procuradores, o criminoso "literalmente massacrou-a" com uma faca enquanto dormia. 

Três anos depois, o "Estripador de Hollywood" voltou a atacar. A vítima era a Murphy, que acordou, no apartamento onde morava em Santa Mónica, com o homem em cima dela a apunhalá-la. No entanto, a mulher conseguiu lutar e fugir.  

Gargiulo também fugiu, mas deixou para trás um pequeno rasto de sangue que o identificou. O testemunho da Murphy foi essencial para atribuir a pena ao criminoso, uma vez que este se diz inocente de todos os crimes. 

Em tribunal, Murphy chorou e disse que apesar de já ter passado uma década custava-lhe passar uma noite sozinha em casa porque tinha medo.  

O réu pode ainda demorar a cumprir a sentença porque a pena de morte está proibida no estado desde 2019, pelo governador democrata Gavin Newsom. 

Este homem também está a ser julgado no estado de Illinois por ter assassinado uma jovem de 18 anos em 1993.

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