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Correio da Manhã

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EUA criticam Europa por não apoiar ataque a general iraniano

Mike Pompeo ataca ingleses, franceses e alemães. Diz que operação salvou vidas na Europa.
Iúri Martins(iurimartins@cmjornal.pt) 5 de Janeiro de 2020 às 01:30
Funeral de Soleimani realizou-se ontem e contou com a presença de milhares de pessoas. Foram proferidas várias palavras de ordem contra os americanos
Iraquianos choram morte do general Qassem Soleimani
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
Funeral de Soleimani realizou-se ontem e contou com a presença de milhares de pessoas. Foram proferidas várias palavras de ordem contra os americanos
Iraquianos choram morte do general Qassem Soleimani
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
Funeral de Soleimani realizou-se ontem e contou com a presença de milhares de pessoas. Foram proferidas várias palavras de ordem contra os americanos
Iraquianos choram morte do general Qassem Soleimani
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
Soldados iranianos estiveram nas cerimónias fúnebres exibindo a fotografia do general
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, criticou as principais potências europeias por não apoiarem a decisão de lançar o ataque que acabou por matar o importante general Qassem Soleimani. "Os britânicos, franceses e alemães precisam de entender que o que fizemos, o que os americanos fizeram, salvou vidas na Europa também. Isto é bom para o Mundo inteiro", disse em declarações ao canal Fox News. Mike Pompeo disse ainda que Soleimani preparava uma ação que ameaçava cidadãos norte-americanos.

"Morte à América", foi esta uma das palavras de ordem entoadas nas cerimónias fúnebres do general Qassem Soleimani, principal comandante militar iraniano, morto num ataque junto ao aeroporto de Bagdad, no Iraque, ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas no norte de Bagdad, no último adeus a Soleimani, e prometeram vingança, entre gritos de ódio e ameaças de retaliação, pela morte de uma das principais figuras militares iranianas.
O ataque levado a cabo pelos Estados Unidos foi visto com alguma apreensão pelas grandes potências mundiais e condenado por China e Rússia. Um porta-voz da diplomacia da China pediu "calma" e alertou para as consequências da "perigosa" operação levada a cabo pelos EUA. Por outro lado, a Rússia prevê que o ataque resultará no "aumento das tensões na região".

A escalada de tensão entre EUA e Irão remonta a maio de 2018, quando Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do acordo nuclear com o Irão.

A medida de Trump levou os EUA a aplicarem pesadas sanções económicas aos iranianos, que tinham sido suspensas após a assinatura do acordo nuclear, em 2015, durante a administração de Barack Obama. Entretanto, a NATO suspendeu as operações de treino que tem levado a cabo no Iraque.

Presidente do Irão promete "dezenas de Soleimani"
Durante o ano passado, os EUA acusaram o Irão de ter atacado dois petroleiros no golfo de Omã e, pouco tempo depois, acusaram os iranianos de estarem envolvidos no ataque a uma das maiores refinarias do Mundo, na Arábia Saudita. As principais figuras do governo do Irão prometeram uma retaliação à ofensiva dos norte-americanos. O presidente iraniano, Hassan Rohani, reiterou que os Estados Unidos vão sofrer "as consequências" do assassinato e prometeu a "criação de dezenas de generais Soleimani".
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