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Correio da Manhã

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Divulgadas imagens do ataque com super bomba no Afeganistão

EUA atacaram Daesh com super bomba. 36 membros do grupo terrorista morreram.
13 de Abril de 2017 às 17:50
Um exemplar da bomba GBU-43
Mapa mostra o local onde caiu a bomba
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
O impacto causado pelo teste em 2003
A GBU-43 durante um teste em 2003
Um exemplar da bomba GBU-43
Mapa mostra o local onde caiu a bomba
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
O impacto causado pelo teste em 2003
A GBU-43 durante um teste em 2003
Um exemplar da bomba GBU-43
Mapa mostra o local onde caiu a bomba
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
A GBU-43, bomba lançada pelos EUA no Afeganistão
O impacto causado pelo teste em 2003
A GBU-43 durante um teste em 2003
Os Estados Unidos da América lançaram esta quinta-feira no Afeganistão a maior bomba não-nuclear da história.

A bomba GBU-43, é conhecida pela sigla Massive Ordnance Air Blast (MOAB) sigla que lhe deu a alcunha de 'mother of all bombs', a "mãe de todas as bombas", atingiu uma zona onde, segundo os militares americanos, estão grutas ocupadas por terroristas do Daesh.

O explosivo causou a morte de pelo menos 36 combatentes daquele grupo radical, informou esta sexta-feira o governo afegão.

"Na sequência do bombardeamento, esconderijos estratégicos do Daesh e uma rede de túneis foram destruídos, e 36 combatentes do Daesh mortos", disse o Ministério da Defesa em comunicado. Já o Daesh garante não ter sofrido baixas.

As autoridades afegãs descartaram a possibilidade de vítimas civis, segundo a AFP.

"Foi a altura certa" para usar super bomba

O responsável pela estratégia militar dos EUA no Afeganistão disse esta sexta-feira que o bombardeamento de ontem foi uma decisão puramente tática, inserida no esforço do país em combater o Daesh.

Rejeitando a ideia de que a bomba foi usada tendo em conta considerações políticas, o militar garantiu que o engenho explosivo teve de ser utilizado porque, pela primeira vez, o exército norte-americano encontrou "um grande obstáculo" ao seu progresso. "Foi a altura certa para usá-la em termos táticos contra o alvo certo no terreno", explicou. "A arma cumpriu o objetivo pretendido", ressalvou.

"Cresci durante a guerra, ouvi diferentes tipos de explosões durante os últimos 30 anos: ataques suicidas, terramotos… Nunca ouvi nada assim", disse uma testemunha.

Esta é a primeira vez que este tipo de bomba foi usado num combate, depois de vários ensaios. A GBU-43 foi lançada a partir de um avião MC-130 na província de Nangarhar, junto à fronteira com o Paquistão, avança Adam Stump, porta-voz do Pentágono, citado pela Reuters. A explosão aconteceu por volta das 7h32 locais (4h32 em Lisboa).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já falou sobre esta operação e disse que esta "foi mais uma missão bem-sucedida".




Trump classificou ainda a Coreia do Norte como um "problema" que "será tratado".

"A Coreia do Norte é um problema, o problema será tratado", afirmou Donald Trump.

Bomba pesa 9 mil 797 quilos
O engenho explosivo usado neste ataque pesa 9 mil 797 quilos e é guiado por GPS até ao alvo. Este tipo de bombas começou a ser testado em 2003, a poucos dias do início da segunda invasão americana do Iraque.

O General John Nicholson, líder das forças americanas e da coligação que combate no Afeganistão, revela que o bombardeamento teve como alvo bunkers e abrigos de combatentes do Daesh. "Esta é a munição certa para reduzir estes obstáculos e manter a nossa ofensiva contra o Daesh", revela o militar à Reuters.

"À medida que as baixas do ISIS-K [Daesh na província Khorasan] têm subido, eles começaram a usar explosivos improvisados, bunkers e túneis para reforçarem a sua defesa [no complexo]. Esta é a munição certa para reduzir esses obstáculos e manter o ímpeto da nossa ofensiva contra o ISIS-K", disse o general Nicholson.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spice revelou que a bomba atingiu túneis e cavernas "usadas livremente" pelos terroristas "facilitando os ataque que têm como alvo militares dos EUA e as forças afegãs".

Não foram divulgados dados sobre o grau de destruição que a bomba provocou.

Em sites como o Youtube, é possível ver o impacto de bombas semelhantes à que foi libertada no Afeganistão, como neste vídeo de 2008:

Diretor do FBI alerta norte-americanos para as notícias falsas

O diretor da polícia federal dos EUA (FBI, na sigla em iglês) disse que os norte-americanos devem estar conscientes dos esforços estrangeiros para minar a confiança no sistema eleitoral do país, designadamente através de notícias falsas.

James Comey disse que o Governo russo há anos que tenta debilitar a confiança pública no processo democrático em todo o mundo e que evoluiu para táticas mais sofisticadas.
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