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Correio da Manhã

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Evereste: A viagem ao topo do mundo

Em 2019 foi batido o recorde de alpinistas a chegar ao topo da montanha mais alta do Mundo: 885 pessoas alcançaram a proeza.
Vanessa Fidalgo 27 de Fevereiro de 2021 às 01:30
Monte Evereste
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Monte Evereste
Com 8848,86 metros acima do nível do mar, o Evereste é a montanha mais alta do Mundo. Poucos lhe tocaram o cume, mas é um dos ex-líbris do Planeta onde o turismo está a deixar mais marcas ambientais. Em 2019, 885 pessoas subiram a montanha, um número recorde que deixou um rasto de poluição

João Garcia foi o primeiro português a escalar a montanha, que abrange os territórios do Nepal e do Tibete (China) a 18 de maio de 1999. A subida, recordou ao CM, “foi realizada pelo lado Norte, a escarpa mais escura, com menos gente, pior tempo e também por isso mais barata”. Tal como nas restantes 14 montanhas com mais de 8000 metros que também escalou, Garcia subiu “sem recurso a oxigénio artificial e sem a ajuda de carregadores”. A proeza ficaria tristemente marcada pelo acidente que vitimou o seu companheiro, o belga Pascal Debrouwer.

“O alpinismo partilha da filosofia de outros desportos: superação, testar os limites. Ganha quem tem maior capacidade física”, afirma, justificando a paixão que o move. Lamenta que subir ao Evereste “se tenha tornado um destino turístico, onde cada vez mais pessoas, traindo o espírito do alpinismo, recorrem a garrafas de oxigénio”. Uma ‘moda’ para a qual já se faz fila e que, lamentavelmente, deixa poluição na montanha, pois o desperdício dos materiais usados na subida quase nunca é levado para a base.

Turismo excessivo deixa rasto de microplásticos
No final do ano passado, cientistas da Universidade de Plymouth, Reino Unido, encontraram microplásticos em amostras de neve recolhidas no Evereste. Os resíduos (fibras de poliéster) resultam dos materiais usados (e deixados) pelos alpinistas.

Carregadores locais são o apoio dos alpinistas
Os xerpas são uma etnia da região do Nepal e o grande apoio dos alpinistas que se atrevem a escalar os cumes do Evereste, pois servem de guias e carregadores. João Garcia, contudo, dispensa-os. Para se preparar, o alpinista luso sempre treinou triatlo.
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