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Explosão de engenho mata três crianças angolanas e fere outra no Huambo

Menores encontraram engenho explosivo não-detonado, com o qual começaram a brincar, provocando a sua explosão.
Lusa 3 de Agosto de 2021 às 18:53
Cidade do Huambo, em Angola
Cidade do Huambo, em Angola FOTO: Direitos Reservados
A explosão de um engenho não-detonado provocou a morte de três crianças da mesma família e ferimentos graves numa outra, no bairro de Calomba, arredores da cidade do Huambo, informou hoje fonte hospitalar. 

Segundo o chefe do banco de urgência do Hospital Central do Huambo, Pedro Katchilingui, o estado de saúde da criança ferida inspira alguns cuidados, informando que a mesma apresenta ferimentos nos membros superiores e trauma crânio encefálico. 

De acordo com o irmão da criança ferida, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, os menores tinham entre 6 e 16 anos, tendo o incidente ocorrido na manhã de segunda-feira, quando o grupo se encontrava a brincava na horta de casa. 

Robson Cardona explicou que as quatro crianças encontraram um engenho explosivo não-detonado, com o qual começaram a brincar, provocando a sua explosão.

As quatro crianças chegaram a ser socorridas no trajeto para o hospital, mas uma delas morreu a caminho da unidade sanitária e as outras horas depois.  

Sobre o incidente, o representante da Agência Nacional de Ação Contra Minas (Anam) no Huambo, Jorge Raposo Maria, referiu que uma equipa de especialistas deslocou-se ao local para apurar as causas da tragédia. 

"É uma situação muito triste e preocupante, sobretudo por ter ocorrido no quintal de uma residência construída em zona urbanizada", frisou. 

Em maio deste ano, o Instituo Nacional de Desminagem (Inad) anunciou a destruição de mais de 5.000 explosivos não-detonados (lançados por via aérea ou terrestre, através de artilharia, que se espalham pelo solo e não explodem) de diversos calibres, dos quais 57 minas antipessoais, duas minas antitanque, 147 projéteis de artilharia, 57 'rockets', 56 granadas, 5.000 munições de diversos calibres, além de 11 armas de fogo em estado obsoleto, recolhidas nos 11 municípios da província.

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