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Correio da Manhã

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Filhos de Savimbi elogiam "coragem política" de Presidente angolano

Família do líder histórico da UNITA afirmou-se este sábado "finalmente em paz".
1 de Junho de 2019 às 18:47
Durão Cheya Sakaita Savimbi
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
Durão Cheya Sakaita Savimbi
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
Durão Cheya Sakaita Savimbi
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
Filhos de Savimbi elogiam 'coragem política' de Presidente angolano
A família do líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi afirmou-se este sábado "finalmente em paz" com as exéquias fúnebres do marido, pai, tio e avô e elogiou a "coragem política do Presidente angolano.

As afirmações foram proferidas, em nome da família, pelos primogénitos de Jonas Savimbi, Durão Sakaíta e Helena Savimbi, durante a cerimónia fúnebre que permitiu sepultar, 17 anos depois da morte, o líder histórico do "galo negro" na terra natal dos pais, Lopitanga, 30 quilómetros a oeste do Andulo, no norte da província angolana do Bié.

"Agradeço a presença de todos os que permitiram realizar o funeral na terra que é o berço da família Savimbi, neste derradeiro adeus, em particular ao Presidente da República [João Lourenço], pela sua sensibilidade humana, pela coragem política, pela decisão histórica de entregar os restos mortais do meu pai", sublinhou Durão Sakaíta.

Jonas Savimbi foi morto em combate a 22 de fevereiro de 2002, tendo siso sepultado no cemitério do Luena, no Moxico, mas sob a alçada do Governo angolano, cujo Presidente acedeu, em 2018, ao pedido do atual líder da UNITA, Isaías Samakuva, para se proceder à exumação do corpo, processo que culminou sexta-feira no Andulo, com a entrega formal dos restos mortais à respetiva família, para que hoje, em Lopitanga, se concretizasse o funeral.

Num discurso em que cada frase quer de Durão quer de Helena começava com a palavra "pai", e sempre na primeira pessoa, ambos destacaram o "político que se entregou à causa nobre de servir o país, antes e depois da independência", mas "sem nunca deixar de ser um progenitor "presente" quer "perto quer longe".

"Pai, foste rigoroso connosco, foste pai. Sempre atento à nossa educação, sempre atento à necessidade de valorizar o trabalho, o respeito e os valores. Ensinaste-nos a respeitar os mais velhos. Brincaste connosco, contavas-nos histórias. Foste pai de todos os homens que abraçaram a causa", sublinharam ambos na declaração familiar.

"Pai, foste um homem que amou profundamente Angola. Os que morrem acabam por viver sempre se a causa por que lutaram foi boa. Ficamos finalmente em paz", terminaram Durão e Helena.
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