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Governo português receia que ofensiva militar turca comprometa combate ao Daesh

Ancara anunciou a morte de um dos seus soldados nos combates e de oito civis, incluindo um bebé de nove meses e uma rapariga de 11 anos.
11 de Outubro de 2019 às 18:20
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O Governo português referiu hoje acompanhar com "muita preocupação" a ofensiva militar da Turquia no nordeste da Síria, que considera poder comprometer "objetivos prioritários" da coligação internacional contra o grupo 'jihadista' Daesh.

"O Governo português acompanha com muita preocupação a operação militar lançada pela Turquia no nordeste da Síria, muito em particular as suas consequências sobre a população na região", refere em comunicado o ministério dos Negócios Estrangeiros.

No texto, o Governo considera que iniciativas militares unilaterais "com resultados potencialmente desastrosos" podem comprometer uma solução política sustentável da Síria e "desestabilizam ainda mais o frágil processo político" liderado pelas Nações Unidas e pelo enviado especial do secretário-geral da ONU.

"Portugal considera que a presente ofensiva pode seriamente pôr em causa objetivos prioritários da comunidade internacional e da coligação Internacional contra o Daesh [acrónimo em árabe do EI], nomeadamente a luta contra grupos terroristas que ainda operam no território sírio, para além de ameaçar a segurança dos parceiros locais da coligação global que foram fundamentais para a derrota do Daesh", sublinha o comunicado.

O Governo português conclui com um apelo a Ancara para que contribua de "forma construtiva" num processo político negociado e liderado pela ONU.

Vizinha da Síria, a Turquia lançou na quarta-feira uma operação militar, envolvendo forças aéreas e terrestres, contra a milícia curdo síria Unidades de Proteção Popular (YPG), que considera "um grupo terrorista" e que quer afastar da sua fronteira.

O último balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indica que 41 combatentes curdos e 17 civis foram mortos na ofensiva desde quarta-feira.

Ancara anunciou a morte de um dos seus soldados nos combates e de oito civis, incluindo um bebé de nove meses e uma rapariga de 11 anos, devido a disparos de 'rockets' curdos sobre as cidades turcas fronteiriças.
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