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Correio da Manhã

Mundo
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Guterres acusa Portugal

O ex-líder de milícias pró-indonésias Eurico Guterres responsabilizou os governos de Portugal e da Indonésia, bem como a ONU, pelos incidentes ocorridos em Timor-Leste em 1999, por terem permitido o referendo da independência sem garantir condições de segurança.
30 de Março de 2007 às 00:00
Eurico Guterres cumpre uma pena de dez anos de prisão
Eurico Guterres cumpre uma pena de dez anos de prisão FOTO: Crack Palinggi / Reuters
Guterres, o único detido após julgamento dos casos de violência registados antes e depois do referendo da independência, afirmou que Lisboa, Jacarta e a ONU deveriam pedir desculpas àquele país “pela negligência e pela irresponsabilidade” então demonstrada. Citado pelo diário australiano ‘Sydney Morning Herald’, o líder das milícias Aitarak, grupo integracionista timorense, reconheceu, contudo, que Díli foi palco de uma “tragédia” e pediu desculpa a Jacarta por “manchar internacionalmente o nome do país”.
Guterres cumpre uma pena de dez anos de prisão por envolvimento nos crimes cometidos em Díli. Mas Guterres é apenas um de entre vários outros ex-intregracionistas que se notabilizaram. Um deles é o actual embaixador da Indonésia em Lisboa, Lopes da Cruz, que corrobora as declarações do ex-presidente indonésio B. J. Habibie, que responsabilizou o ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pela violência de 1999.
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