Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Jinping promete unir Taiwan com a China

Líder chinês diz que prefere reunificação pacífica mas alerta que está pronto para usar todos os meios. Washington preocupado.
Francisco J. Gonçalves 10 de Outubro de 2021 às 09:36
População de Taiwan é maioritariamente contrária à reunificação e condena o totalitarismo dos líderes chineses
População de Taiwan é maioritariamente contrária à reunificação e condena o totalitarismo dos líderes chineses FOTO: Daniel Ceng Shou-Yi/Epa
O presidente chinês afirmou este sábado que “a reunificação” com Taiwan “tem de ser concretizada” e manifestou a convicção de que isso acontecerá por meios pacíficos “dentro de alguns anos”. As declarações de Xi Jinping foram mais conciliatórias do que em julho. Nessa altura prometeu “esmagar” quaisquer tentativas de independência formal de Taiwan.

“A reunificação por meios pacíficos está mais em linha com os interesses da nação chinesa, incluindo dos compatriotas de Taiwan”, afirmou Jinping, nos 110 anos da revolução chinesa de 1911, que derrubou a dinastia Qing e estabeleceu a República da China, liderada por Sun Yat-sen. Mas o líder chinês voltou a lembrar que pode usar a força, quando disse: “Não subestimem a determinação chinesa.”

Jinping frisou ainda, num claro alerta aos EUA, que a questão de Taiwan “é um assunto interno da China”.

Mas Washington afirma-se “profundamente preocupado” com as ações chinesas que, diz, ameaçam a paz no estreito de Taiwan. “Falaremos, em privado e em público, quando testemunharmos atividades desestabilizadoras”, afirmou Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

As tensões com Taiwan acentuaram-se nas últimas semanas. No início do mês, 150 aviões de combate chineses aproximaram-se de Taiwan. Pequim, recorde-se, considera Taiwan parte da China e condena os países que mantêm relações diplomáticas com a ilha.
Ver comentários