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Jovem de 18 anos que morreu após vacina Covid da AstraZeneca tinha doença autoimune no sangue

Patologia fazia com que a vacina da AstraZeneca fosse desaconselhada para Camilla.
Correio da Manhã 11 de Junho de 2021 às 16:35
Camilla Canepa
Camilla Canepa FOTO: Facebook
A jovem de 18 anos, Camilla Canepa, que morreu esta quinta-feira em Itália com uma trombose do seio cavernoso após tomar a vacina da Covid-19 tinha uma doença autoimune no sangue. 

Segundo o jornal italiano Corriere dela Sera, a investigação do Ministério Público de Génova verificou que Camila sofria de trombocitopenia autoimune, que se traduz na falta de plaquetas.

A falta de plaquetas é um indicador de alarme mesmo que este se verifique após a toma da vacina pois a trombocitopenia pode ser induzida pela vacina. 

No caso de Camilla, a jovem já teria a doença autoimune e fazia terapia hormonal.

Investigação aos registos médicos
Os investigadores querem agora apurar se a doença autoimune de Camilla estava presente nos seus registos médicos uma vez que esta patologia levaria de imediato a que a vacina da AstraZeneca fosse desaconselhada. 

Camilla, vacinada com a primeira dose da vacina a 25 de maio, havia estado nas urgências em 3 de junho no hospital Lavagna e em 5 de junho, tendo posteriormente sido hospitalizada em San Martino, em Génova. A 3 de junho apresentava queixas de dores de cabeça. A 5 de junho voltou ao hospital com défices motores e um novo TAC cerebral acabou por revelar "um episódio hemorrágico". Camilla foi de imediato transferida para a neurocirurgia onde acabou por morrer.

Os investigadores tentam apurar se nestas idas às urgências, Camilla declarou que tinha a doença autoimune e se foram realizados exames para apurar se a jovem teria défice de plaquetas. Este exame era indispensável devido aos sintomas que a mulher apresentava: cefaleia e fotofobia. 

Camila teve alta das urgências de Lavagna com recomendação de repetir o exame de sangue após quinze dias, o que sugere que o exame de sangue foi realizado e neste caso a trombocitopenia deveria ter surgido como fator de alarme.

O hospital Lavagna já abriu uma investigação interna ao caso. 

O caso está a ser investigado não só pela vacina da AstraZeneca mas também pela atuação do hospital ao dar alta à jovem.
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