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Jovem que recebeu várias doses da vacina está desidratada apesar de beber sete litros de água por dia

Virgínia já tinha assumido medo pelo que poderia acontecer, mas decidiu não apresentar queixa.
Correio da Manhã 14 de Maio de 2021 às 12:57
Vacina contra a Covid-19
Vacina contra a Covid-19 FOTO: Getty Images
Virgínia, a jovem estudante que foi inoculada com uma sobredosagem da vacina da Pfizer (seis de acordo com o relatório inicial, quatro de acordo com o hospital onde a jovem está internada após investigação), continua internada e está desidratada. 

A jovem de 23 anos, formada em psicologia, está atualmente a beber sete litros de água por dia, segundo avança o jornal italiano Il Messaggero. 

Novos exames realizados esta quinta-feira podem fornecer mais dados sobre a situação clínica da estudante cujos efeitos da sobredosagem são ainda uma incógnita, uma vez que não há literatura científica sobre um caso como este. 

Como aconteceu o erro
A italiana foi vacinada com um frasco inteiro da vacina da Pfizer-BioNTech contra a Sars-CoV-2. O erro deu-se quando uma enfermeira em vez de administrar apenas uma dose da vacina, injetou todo o conteúdo do frasco.

Ao perceber o erro, os enfermeiros responsáveis pela vacinação avisaram a jovem, que foi ao departamento de Urgências em Massa, na região da Toscana, onde permanece sob investigação.

Não vai apresentar queixa mas revela-se em choque
Virgínia, a jovem estudante italiana que recebeu sobredosagem da vacina da Pfizer, tem 23 anos e assume temer as consequências que o excesso de doses possa ter futuramente. 

"Estou com medo, dói-me tudo", revelou a jovem ao jornal italiano Corriere della Sera. Em entrevista ao diário italiano, Virgínia, formada em psicologia clínica, afirma que percebeu logo que algo estava errado quando foi inoculada. "A enfermeira estava agitada, muito assustada. Ela conversou com o médico. Eles convidaram-me a sair por um momento. Aí explicaram-me tudo e disseram que me internariam para observação por 24 horas", adianta. 

Apesar do susto, a jovem diz que não apresentará queixa criminal contra o hospital por perceber que não houve malícia no ato. "Eu vi nos olhos da enfermeira", revela.

Especialista explica o que pode acontecer
Giuseppe Nocentini, um especialista italiano em farmacologia, ouvido pelo jornal italiano Corriere Della Sera, traça os cenários possíveis.

De acordo com Giuseppe, é impossível ter certezas do que pode acontecer, mas podem colocar-se hipóteses. Um dos primeiros riscos seria um choque anafilático, porém, esse seria imediato e não se manifestou, por isso é uma hipótese que se pode riscar.

O que se segue na lista de possibilidades é uma "hiper reação" do sistema imunológico. Isso traduzir-se-ia numa produção excessiva da proteína Spike (aquela que a vacina induz no nosso corpo para que este desenvolva anticorpos).

Este excesso de proteína Spike pode acarretar efeitos como a paralisiade Bell, que é uma condição temporária e sem preocupação particular ou distúrbio gastrointestinal. Também pode acontecer o contrário: o excesso de doses não se diluir no corpo e consequentemente não atuar, sendo completamente inútil.


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