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Justiça dá autorização para investigar "fraude" nas eleições dos EUA

Procurador-geral saiu em defesa de Trump e pediu aos procuradores federais para investigarem “alegações substanciais” sobre irregularidades.
Ricardo Ramos 11 de Novembro de 2020 às 08:30
William Barr
William Barr FOTO: EPA
O procurador-geral dos EUA, William Barr, saiu esta terça-feira em defesa do presidente Donald Trump e autorizou a Justiça Federal a investigar “alegações substanciais” de irregularidades na votação ou na contagem dos votos das presidenciais. A medida provocou a demissão imediata do diretor do departamento responsável pelas referidas investigações, em protesto contra a “alteração das normas”.

As investigações sobre irregularidades no processo eleitoral são normalmente conduzidas pelos estados, e não a nível federal, pelo que a decisão de Barr, embora não seja ilegal, é inusitada. Para os democratas, o procurador-geral está a tentar ajudar o presidente ao promover a investigação de alegações infundadas. “Este é o tipo de alegações que o presidente e os seus advogados fazem sem sucesso todos os dias e que fazem com os seus processos judiciais sejam motivo de chacota nos tribunais de todo o país”, afirmou Bob Bauer, conselheiro do presidente-eleito Joe Biden.

Richard Pilger, que durante vários anos liderou a Divisão de Crimes Eleitorais do Departamento de Justiça, demitiu-se em protesto contra a decisão de Barr, afirmando não poder concordar com “as novas diretivas e as suas ramificações”.

Recorde-se que os tribunais já rejeitaram várias ações legais movidas pela campanha de Trump para tentar suspender a contagem dos votos ou anular parte do boletins enviados por correio. Isso não impediu os advogados do presidente de avançarem com mais um processo na Pensilvânia, onde Trump foi declarado vencedor no sábado e está à frente na contagem por mais de 45 mil votos, exigindo a anulação do voto postal porque cria “um sistema de dois níveis” que sujeita a maior supervisão os eleitores que votam em pessoa.

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