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Liga dos Combatentes em Luanda para honrar soldados portugueses mortos na Guerra Colonial

Presidente da Liga disse que tem o registo de 1.548 militares portugueses que morreram em Angola.
Lusa 8 de Julho de 2019 às 18:38
Portugueses na Guerra Colonial
Portugueses na Guerra Colonial FOTO: Direitos Reservados
O presidente da Liga dos Combatentes de Portugal disse esta segunda-feira, em Luanda, que tem o registo de 1.548 militares portugueses, que morreram em Angola durante a Guerra Colonial, cujas memórias devem ser honradas.

Uma delegação chefiada pelo general Joaquim Rodrigues chegou no domingo a Luanda, para dar continuidade a um trabalho iniciado em maio deste ano, pelo ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, que visa honrar soldados portugueses que morreram em Angola entre 1961 a 1975.

O assunto foi hoje abordado entre Joaquim Rodrigues e o Secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria de Angola, Domingos Tchikanha.

O presidente da Liga dos Combatentes de Portugal, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, referiu que o processo, que será feito em duas fases, compreende a localização, identificação, exumação, transporte, trasladação e deposição de restos mortais de combatentes portugueses falecidos na guerra para a independência de Angola.

Joaquim Rodrigues avançou que é um trabalho que vem sendo desenvolvido pela liga há 14 anos, com o objetivo de dignificar os lugares onde se encontram militares portugueses tombados ao serviço das Forças Armadas em todo o mundo.

A primeira fase do trabalho, avançou o responsável, inicia-se em Luanda, capital do país, nos Cemitérios do Alto das Cruzes e de Santa Ana, seguindo-se as regiões norte, centro, sul e leste de Angola.

Já o governante angolano referiu que uma comissão multissetorial está a trabalhar na facilitação do processo, salientando que neste primeiro encontro deverá já ficar estabelecido um calendário de trabalho e os contactos com as empresas que vão proceder às obras das campas e outras questões.

Domingos Tchikanha referiu ainda que o processo de conservação da memória dos soldados portugueses inclui a recuperação de infraestruturas, nomeadamente monumentos, cemitérios, talhões e ossários, onde já se encontram albergados restos mortais de antigos militares, bem como a construção nos cemitérios das capitais de distrito de novos ossários e capelas para a deposição das ossadas.

Segundo o secretário de Estado dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Angola tem também o registo de 90 soldados desaparecidos e 50 não localizados em 187 localidades do país.
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